A vereadora de Fortaleza (CE) Priscila Costa (PL), presidente do PL Mulher no Ceará, assumirá uma cadeira na Câmara dos Deputados após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializar a perda dos mandatos dos deputados Dayany Bittencourt (União-CE) e Paulão (PT-AL).
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (10) e cumpre determinações da Justiça Eleitoral, que ordenou a retotalização dos votos das eleições de 2022 no Ceará e em Alagoas. Com a medida, além de Priscila Costa, Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) também passará a ocupar uma vaga na Câmara, substituindo Paulão.
A posse de Priscila ocorre em meio a um momento de tensão dentro do PL. A vereadora tornou-se o principal foco de divergência entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a disputa pela indicação do partido para uma candidatura ao Senado pelo Ceará.
Michelle defende que Priscila seja a candidata da legenda ao Senado nas eleições de 2026. Já Flávio Bolsonaro apoia o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal André Fernandes (PL), nome que também conta com o respaldo do diretório estadual do partido para integrar uma chapa ao lado de Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará.
Na última semana, Michelle afirmou que Priscila Costa foi "maltratada" durante as negociações internas do partido e acusou aliados de Flávio Bolsonaro de articularem sua retirada da disputa ao Senado.
Segundo a ex-primeira-dama, a vereadora teve papel importante na campanha de André Fernandes à Prefeitura de Fortaleza, em 2024, mas acabou sendo deixada de lado para viabilizar uma aliança política no estado.
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