A Agência Nacional do Cinema (Ancine) aceitou oficialmente o pedido de registro de “Dark Horse”, produção americana que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida representa a primeira etapa burocrática necessária para que o longa possa chegar comercialmente aos cinemas brasileiros.
O registro, denominado Registro de Obra Estrangeira (ROE), já aparece no sistema público de consultas da Ancine. O procedimento é obrigatório para produções audiovisuais estrangeiras que pretendem ser exploradas comercialmente no país.
Apesar do avanço, o aceite do ROE não significa que o filme já esteja autorizado a entrar em cartaz. A próxima etapa ficará a cargo da Europa Filmes, responsável pela distribuição da obra no Brasil, que deverá solicitar à Ancine o Certificado de Registro de Título (CRT).
O documento estabelece informações sobre a exploração comercial da produção, incluindo as modalidades e plataformas em que o filme será disponibilizado.
Depois da homologação do CRT, “Dark Horse” ainda deverá passar pelo processo de classificação indicativa do Ministério da Justiça. Somente após o cumprimento dessas etapas a produção estará apta à exibição comercial no Brasil.
A expectativa dos produtores é que “Dark Horse” seja exibido em novembro, depois das eleições de 2026. A escolha do período busca evitar que a veiculação do filme durante a campanha eleitoral seja questionada como eventual propaganda política irregular.
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