A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (2/2), a ampliação do uso da semaglutida no Brasil. A partir de agora, o medicamento também passa a ser indicado para reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, em adultos que já possuem doença no coração e convivem com obesidade ou sobrepeso.
A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy. Desenvolvida inicialmente para o tratamento da diabetes tipo 2, a substância ganhou grande popularidade por seu efeito no emagrecimento, já que atua imitando um hormônio responsável pelo controle da glicose no sangue e pela sensação de saciedade.
Com a nova decisão, o Wegovy passa a ter uso oficial como estratégia complementar na redução do risco de complicações cardiovasculares. A autorização se baseia em estudos que apontaram menor incidência de infartos e AVCs em pacientes que utilizaram o medicamento aliado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.
Já o Ozempic, que era indicado exclusivamente para o controle da diabetes tipo 2, teve sua bula atualizada para incluir pacientes com doença renal crônica. Segundo os dados analisados pela Anvisa, o uso do medicamento, associado ao tratamento convencional, ajudou a retardar a progressão da doença nos rins e reduziu complicações cardíacas graves.
Pesquisas clínicas de grande porte mostraram que a semaglutida diminuiu eventos cardiovasculares em pessoas com histórico de problemas no coração, inclusive entre pacientes com obesidade que não têm diabetes.
Efeito no coração ainda é estudado
Apesar dos resultados positivos, ainda não há uma explicação definitiva sobre como a semaglutida protege o coração. A principal hipótese levantada por pesquisadores envolve um possível efeito anti-inflamatório da substância, que poderia reduzir danos nos vasos sanguíneos e melhorar a saúde cardiovascular.
Os estudos também indicaram que a proteção ao coração não está diretamente ligada apenas à perda de peso. Pacientes que emagreceram mais não apresentaram, necessariamente, menor risco de infarto ou AVC. Por outro lado, a redução da gordura abdominal foi associada a um melhor desempenho do coração, indicando que o medicamento atua por diferentes mecanismos.
Outros efeitos seguem em avaliação
Além dos benefícios cardiovasculares, pesquisas apontam que a semaglutida pode ajudar a reduzir inflamações e o acúmulo de gordura no fígado. Em alguns países, o medicamento já é utilizado em casos mais graves de doenças hepáticas, mas essa indicação ainda não foi aprovada no Brasil.
Especialistas reforçam que a semaglutida não substitui hábitos saudáveis. O uso do medicamento apresenta melhores resultados quando associado a alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e acompanhamento médico regular.
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