O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira (9) que os Estados Unidos têm razões para questionar o Brasil em temas relacionados ao combate ao crime organizado e à corrupção. A declaração foi feita durante o evento Agro 360º – o agro na encruzilhada global, realizado em São Paulo.
Ao comentar a possibilidade de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, Caiado responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela deterioração da imagem do país no exterior. Segundo ele, o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, baseado na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aponta problemas que precisam ser enfrentados pelo Brasil.
De acordo com o pré-candidato, a atuação de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho e os casos de corrupção prejudicam a credibilidade do país diante de investidores e empresas internacionais, que seguem rígidas regras de compliance.
Apesar das críticas ao governo federal, Caiado afirmou que é contrário à aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros. Para ele, a medida prejudica empresas nacionais e setores estratégicos da economia.
“O presidente Lula está jogando a imagem do Brasil na sarjeta no momento em que é complacente, conivente com a corrupção e o crime. Se fizer a tarefa de casa, essa tarifa não existirá”, declarou.
Durante a palestra, Caiado também criticou a condução do governo federal diante das restrições impostas pela União Europeia à compra de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil. Segundo ele, o país não apresentou argumentos suficientes para evitar as barreiras comerciais.
O evento reuniu representantes de grandes empresas ligadas ao agronegócio, como JBS, Vibra, Mosaic e Rumo.
Questionado sobre a escolha de um candidato a vice-presidente em sua eventual chapa para 2026, Caiado negou que o tema tenha sido discutido em reunião recente da direção nacional do PSD.
Segundo ele, o encontro foi dedicado à elaboração do plano de governo, com debates sobre áreas como economia, energia e cultura.
O ex-governador também evitou antecipar qualquer definição sobre uma possível aliança com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmando que as negociações políticas seguirão até o período das convenções partidárias.
“Esse é um assunto que caminha até o dia da convenção. Ninguém descarta nada, ninguém convalida nada”, afirmou.
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