Foto: Reprodução - TV Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende colocar em discussão e votação, ainda em 2026, uma reforma eleitoral que prevê a adoção do voto distrital misto no Brasil. A proposta poderá mudar a forma como deputados federais, estaduais, distritais e vereadores são eleitos, com uma fase de transição prevista para 2030 e implementação em 2034.
Pelo modelo em discussão, cada eleitor teria direito a dois votos: um para escolher diretamente um candidato de seu distrito, definido por uma divisão territorial, e outro para votar em um partido político. A proposta prevê que metade das vagas seja preenchida pelos candidatos eleitos nos distritos e a outra metade por representantes de listas partidárias.
Na prática, em uma Câmara Municipal com dez cadeiras, cinco vereadores seriam escolhidos diretamente pelos eleitores de cinco distritos, enquanto as outras cinco vagas seriam distribuídas conforme os votos recebidos pelos partidos e as regras estabelecidas.
Atualmente, o Brasil utiliza o sistema proporcional, no qual o total de votos de partidos e federações influencia a distribuição das cadeiras. Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente e não ser eleito, enquanto outro, com votação menor, consegue uma vaga.
Hugo Motta defende que a mudança poderá aproximar os representantes dos eleitores. A proposta, porém, ainda depende de discussão e aprovação no Congresso Nacional.
Com informações de Mais Goiás.
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