A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu adotar uma estratégia diferente para o debate presidencial da Rede Globo, marcado para sexta-feira (23). O influenciador Pablo Marçal não participará da preparação do candidato, que ficará sob responsabilidade do marqueteiro Duda Lima e de Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha.
A informação foi divulgada pelo analista político Pedro Venceslau, da CNN Brasil. Segundo a apuração, aliados de Flávio defendem uma postura mais moderada no confronto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após avaliarem o desempenho do candidato no debate da TV Bandeirantes.
Na ocasião, Marçal chegou ao estúdio acompanhado de Flávio e assistiu ao debate da primeira fila. A postura do candidato, marcada por provocações, gestos e movimentações pelo palco, foi comparada ao estilo adotado pelo influenciador durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Aliados querem Flávio "menos Pablo Marçal"
Integrantes da campanha consideram que a estratégia utilizada na Band pode ter favorecido a produção de vídeos para as redes sociais, mas também avaliam que o comportamento pode ter transmitido uma imagem de arrogância ou prepotência a parte do eleitorado.
Por isso, a orientação é que Flávio evite provocações excessivas e mantenha uma postura mais controlada diante de Lula. O formato do debate da Globo, considerado menos aberto que o da Band, também pesou na decisão.
Apesar de não participar do treinamento, Pablo Marçal ainda poderá comparecer ao estúdio da emissora. O influenciador atua informalmente na campanha desde que foi impedido pela Justiça Eleitoral de disputar a Presidência pelo PRTB, colaborando em estratégias digitais e propostas de governo.
Bolsa Família deve ganhar destaque no confronto
Outro ponto de atenção das duas campanhas é o Bolsa Família. Segundo a analista política Larissa Rodrigues, da CNN, a equipe de Lula pretende colocar o programa social entre os principais assuntos do debate, destacando a atuação do presidente na política de transferência de renda.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro deverá reforçar seu apoio à continuidade do benefício. A estratégia busca esclarecer a posição do candidato após declarações de Daniella Marques, integrante de sua equipe econômica, sobre possíveis mudanças nas regras do programa.
Entre as propostas mencionadas anteriormente estava a criação de um período de dois anos para incentivar beneficiários a buscar emprego e deixar de depender do auxílio.
Para evitar novas controvérsias, a campanha de Flávio orientou que apenas o próprio candidato se manifeste publicamente sobre o Bolsa Família nesta reta final da eleição.
A expectativa é que o senador defenda a manutenção do programa, associada a medidas de incentivo ao emprego formal e à melhoria da renda das famílias.
O debate da Globo será realizado dois dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
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