As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora (MG) desde a noite de segunda-feira (23) já provocaram ao menos 14 mortes e deixaram centenas de pessoas fora de casa. Diante do cenário de enchentes e deslizamentos, a prefeitura decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24).
A maioria das vítimas está nos bairros JK e Santa Rita, onde quatro pessoas morreram em cada localidade. Os óbitos foram registrados em deslizamentos nas ruas Natalino José de Paula e Orville Derby Dutra. No bairro Vila Ideal, duas pessoas morreram na rua João Luís Alves. Também houve uma morte em cada um dos bairros Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa, conforme balanço municipal.
De acordo com a prefeitura, pelo menos 440 pessoas estão desabrigadas. Até a manhã desta terça-feira, foram registradas 251 ocorrências relacionadas às chuvas. As aulas nas redes municipal e estadual foram suspensas, e duas escolas passaram a funcionar como pontos de apoio para acolhimento das famílias atingidas: a Escola Municipal Murilo Mendes, no Alto Grajaú, e a Escola Estadual Camilo Ayupe, no Paineiras.
O Corpo de Bombeiros informou que ao menos oito pessoas estão soterradas. Outras quatro permanecem ilhadas dentro de casa após deslizamentos. Retroescavadeiras e maquinários da prefeitura estão sendo utilizados nas operações de resgate.
No bairro Linhares, seis casas desabaram, segundo informações preliminares. Em uma das residências atingidas pode haver uma criança sob os escombros. Já no bairro Cidade Industrial, moradores precisaram ser resgatados de barco devido aos alagamentos.
Uma força-tarefa de Belo Horizonte foi mobilizada para reforçar os trabalhos. Ao todo, 22 militares e três cães farejadores seguem para o município, que fica a cerca de 260 quilômetros da capital mineira.
Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história. O volume acumulado já chegou a 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês. Em alguns pontos da cidade, o acumulado ultrapassou 180 milímetros. No bairro Nossa Senhora de Lourdes, foram registrados 186,1 mm; em Santa Rita, 172,7 mm; e no Distrito Industrial, 161,2 mm.
Nas redes sociais, moradores relatam medo de novos temporais, crateras abertas em vias públicas e casas soterradas. A Avenida Desdedith Salgado está com o tráfego limitado após a queda de uma árvore, enquanto as ruas Olavo Bilac e Bernardo Mascarenhas permanecem bloqueadas por galhos.
O decreto de calamidade pública tem validade de 180 dias e permite ao município solicitar recursos estaduais e federais para enfrentar os danos provocados pelas chuvas. A orientação da prefeitura é para que a população permaneça em locais seguros e evite deslocamentos desnecessários.
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