O jornalista Mauro Cezar Pereira criticou duramente o técnico Carlo Ancelotti pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026. Durante o programa Posse de Bola, do Uol Esporte, o comentarista afirmou que ficou decepcionado com a postura do treinador italiano ao, segundo ele, ceder a pressões e interesses externos para levar o camisa 10 do Santos ao Mundial.
Para Mauro, Ancelotti, considerado um dos técnicos mais respeitados do futebol mundial, acabou se submetendo ao “circo” criado em torno da presença de Neymar na Seleção Brasileira.
“É bem decepcionante a contratação de um técnico de primeira prateleira para se submeter a marqueteiros, lobbies, Movimento Verde e Amarelo, todo o circo armado pela CBF para convocar o Neymar e fazer todo esse ‘oba-oba’ com o merchandising”, declarou.
O comentarista também comparou o atual momento da Seleção à preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Na época, a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira era considerada favorita ao título, mas acabou eliminada nas quartas de final após uma campanha marcada pelo excesso de exposição e clima festivo durante a preparação em Weggis, na Suíça.
Segundo Mauro, a convocação de Neymar representa um risco de repetição daquele cenário.
“Isso é Weggis versão 2026, vinte anos depois. O Brasil deu hoje o primeiro passo para repetir o fiasco daquela Copa do Mundo. Assim como o Parreira era um técnico muito conceituado na época, de certa forma é o caso do Ancelotti”, avaliou.
Na reta final da crítica, Mauro Cezar questionou o desempenho recente de Neymar e o impacto que sua presença pode causar dentro da equipe brasileira. Para ele, o atacante já não apresenta o mesmo nível técnico de outros jogadores do setor ofensivo.
“O Neymar não consegue se destacar. O que ele apresenta é muito pouco. É um nível muito mais baixo do que os atacantes brasileiros apresentam hoje”, afirmou.
O jornalista ainda levantou dúvidas sobre a participação defensiva do jogador durante a Copa.
“Alguém acha que o Neymar vai correr para trás? Então você vai ter que ter um jogador que, quando estiver em campo, o time tem que jogar em função dele sem que ele tenha a capacidade de decisão que teve no passado”, concluiu.
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