Divulgação/Instagram
Um estudo publicado na revista científica BMC Psychology analisou a relação entre a obsessão intensa por celebridades e o desempenho cognitivo de adultos. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Hungria, especializados em psicologia da personalidade e comportamento midiático, e buscou identificar se níveis elevados de adoração por famosos estariam associados a diferenças mensuráveis em habilidades cognitivas.
O levantamento contou com a participação de cerca de 1.700 adultos, que responderam a questionários detalhados sobre hábitos pessoais, interesses e grau de envolvimento emocional com celebridades. Para medir esse vínculo, os pesquisadores utilizaram a Celebrity Attitude Scale, ferramenta que classifica a admiração por figuras públicas em diferentes níveis, que vão do interesse casual até formas mais intensas, consideradas obsessivas.
Além dos questionários, os participantes foram submetidos a testes cognitivos padronizados que avaliaram tanto a inteligência fluida quanto a cristalizada. Entre as habilidades analisadas estavam vocabulário, raciocínio abstrato, atenção e velocidade de processamento mental.
Os resultados indicaram que indivíduos com pontuações mais altas de obsessão por celebridades apresentaram desempenho ligeiramente inferior nessas tarefas cognitivas. A associação permaneceu estatisticamente significativa mesmo após o controle de fatores como idade, gênero, escolaridade, renda e autoestima.
Segundo os autores, esse dado sugere que a relação observada não pode ser explicada apenas por aspectos socioeconômicos. Uma das hipóteses levantadas é que a obsessão excessiva esteja relacionada a padrões de atenção mais restritos ou a menor envolvimento em atividades que estimulem o funcionamento cognitivo.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que os achados indicam apenas uma correlação, e não uma relação direta de causa e efeito. Eles também destacam que gostar de celebridades é algo comum e, por si só, não representa menor inteligência.
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