O governo brasileiro acompanha com expectativa a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que pode resultar em uma nova sanção comercial contra o Brasil nos próximos dias.
A apuração faz parte de uma análise que envolve o Brasil e outros 59 países, com foco em possíveis ocorrências de trabalho forçado nas cadeias produtivas. A expectativa no Palácio do Planalto é de que o órgão norte-americano recomende algum tipo de punição, embora uma aplicação imediata de novas tarifas não seja considerada provável neste momento.
Além dessa investigação específica, o Brasil também é alvo de outro procedimento mais amplo conduzido pelo USTR. Nesse caso, a análise envolve diversos temas relacionados às relações comerciais entre os dois países, incluindo o sistema de pagamentos Pix, a atuação das redes sociais, questões ambientais ligadas ao desmatamento, a política para o etanol e até atividades comerciais na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.
As investigações fazem parte da política comercial dos Estados Unidos para avaliar práticas que possam ser consideradas desleais ou que representem barreiras ao comércio internacional. O governo brasileiro acompanha os desdobramentos e aguarda a divulgação oficial das conclusões.
Caso sejam confirmadas novas medidas, elas poderão ampliar as tensões comerciais entre Brasília e Washington, que já enfrentam divergências em diferentes áreas econômicas.
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