© Rovena Rosa/Agência Brasil
O período de férias escolares altera significativamente a rotina das crianças e das famílias. Com mais tempo livre, novas atividades e menor supervisão direta, aumentam também os riscos de acidentes, tanto dentro de casa quanto em ambientes externos, como clubes, hotéis, praias e parques.
Um dos principais desafios enfrentados por pais e responsáveis durante as férias é garantir que os locais escolhidos para lazer ofereçam condições adequadas de segurança. Espaços como parquinhos, áreas recreativas e brinquedos precisam estar bem conservados, com estruturas firmes e pisos que reduzam o impacto em caso de quedas.
Os riscos variam conforme a idade da criança. Para as menores, especialmente até os três anos, quedas dentro de casa estão entre os acidentes mais comuns. Situações como cair da cama, do sofá ou de superfícies mais altas se tornam mais frequentes, principalmente durante viagens, quando o ambiente não está adaptado para crianças pequenas.
Também há atenção especial para o risco de queimaduras, que podem ocorrer quando a criança puxa panelas, recipientes quentes ou objetos recém-retirados do forno. Outro perigo recorrente é a ingestão de produtos de limpeza ou medicamentos deixados ao alcance dos pequenos, o que pode causar intoxicações graves.
No caso de crianças maiores, os acidentes estão mais relacionados à prática de atividades físicas e brincadeiras com maior gasto de energia, como o uso de bicicletas, patins e skates. Nesses casos, é fundamental o uso de equipamentos de proteção adequados à idade, como capacete, joelheiras e cotoveleiras, sempre com a supervisão de um adulto.
Ao alugar casas ou apartamentos para o período de férias, os responsáveis devem verificar se brinquedos disponíveis são apropriados para a faixa etária da criança e se não apresentam peças pequenas que possam causar engasgos. Em locais com piscina ou próximos ao mar, a atenção deve ser redobrada para evitar afogamentos, garantindo barreiras de proteção e impedindo o acesso sem acompanhamento adulto.
Além da supervisão, o diálogo com as crianças mais velhas é considerado essencial. Orientações sobre como agir em locais movimentados, o que fazer ao se perder dos responsáveis e como pedir ajuda a um adulto confiável ajudam a reduzir riscos. Ensinar regras de segurança, respeitar sinalizações e dar o exemplo também contribuem para um período de férias mais seguro.
Outra recomendação importante é o uso de roupas de cores chamativas em locais com grande circulação de pessoas, como praias e parques. Tons mais vivos facilitam a visualização da criança à distância, permitindo que os responsáveis a identifiquem com mais rapidez.
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