O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, nesta terça-feira (13), que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Apesar do posicionamento favorável, o parlamentar defendeu que o governo federal assuma os custos de uma possível compensação financeira às empresas.
A declaração foi dada à imprensa após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a redução da jornada de trabalho pode gerar impactos financeiros para os empregadores, especialmente diante da necessidade de novas contratações.
"Então o Flávio Bolsonaro vai votar a favor do fim da 6x1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação", declarou.
O candidato também apresentou ressalvas à proposta. Ele afirmou que considera a possibilidade de os trabalhadores terem maior liberdade para definir suas próprias escalas e mencionou preocupações com o aumento da informalidade no mercado de trabalho.
"Quando reduz a jornada de trabalho vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir pra informalidade, então isso tudo a gente tá pesando, mas de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro", afirmou.
Visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Durante a conversa com jornalistas, Flávio também comentou o encontro com Jair Bolsonaro. Segundo o senador, o ex-presidente demonstrou satisfação com o resultado do primeiro turno das eleições de 2026 e deu orientações relacionadas à disputa presidencial.
A visita ocorreu após o encerramento de uma restrição de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida havia sido aplicada em julho, depois que Flávio divulgou uma manifestação de conteúdo político-eleitoral escrita pelo pai.
Na ocasião, a carta do ex-presidente pedia apoio à pré-candidatura do filho.
Embora as visitas tenham sido novamente autorizadas, permanece a determinação judicial que proíbe a utilização dos encontros para finalidades político-eleitorais.
A declaração de Flávio ocorre a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando o candidato do PL disputará a Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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