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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, na noite de domingo (25), que não reconhece a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026 e que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito.
A declaração ocorreu após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em duas horas, das 17h para as 19h, devido a problemas de transporte enfrentados por eleitores em diferentes regiões do país.
Flávio criticou a medida e alegou que a alteração das regras durante a votação comprometeu a legitimidade do processo eleitoral.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que aconteceram. Vamos usar o nosso jurídico e pedir as anulações. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha mudado em cima do jogo pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal”, declarou.
O candidato também afirmou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre após a determinação judicial. A alegação não foi acompanhada de comprovação no pronunciamento.
“Tem muita coisa para esclarecer. Não vou desistir do Brasil”, acrescentou.
Com 99,99% das urnas apuradas, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 48,21%.
Entenda a decisão que provocou a contestação
A prorrogação do horário de votação foi determinada após a campanha de Lula apresentar uma reclamação ao STF sobre dificuldades de deslocamento de eleitores até os locais de votação.
Os advogados relataram problemas no transporte coletivo em municípios de diferentes estados e solicitaram que o encerramento da votação fosse transferido das 17h para as 19h.
O pedido chegou ao Supremo por volta das 15h45 de domingo e foi distribuído ao ministro Cristiano Zanin. A decisão foi divulgada pouco depois das 17h.
A campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ampliação do horário de votação em municípios afetados por dificuldades de transporte.
TSE orientou cumprimento da determinação
Após a decisão do STF, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais eleitorais a manterem abertas até as 19h as seções que ainda não haviam encerrado a votação.
Posteriormente, Zanin esclareceu que as urnas já fechadas não poderiam ser reabertas e que os votos registrados nesses equipamentos deveriam ser contabilizados normalmente.
A determinação também provocou uma suspensão temporária da totalização dos votos, enquanto ministros do TSE se reuniam para definir os procedimentos necessários ao cumprimento da ordem judicial.
Apesar do anúncio de Flávio Bolsonaro, a contestação judicial não significa a anulação automática da eleição. Para que o resultado seja alterado, será necessária uma decisão da Justiça Eleitoral, mediante análise dos argumentos e das provas eventualmente apresentados pela defesa do candidato.
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