A discussão sobre o fim da chamada “taxa das blusinhas” voltou ao centro do debate dentro do governo federal em meio ao cenário eleitoral de 2026. A medida, que impacta diretamente consumidores de compras internacionais, passou a ser vista também como fator relevante para a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um levantamento da AtlasIntel aponta que 62% dos brasileiros consideram a taxação um erro, enquanto apenas 30% avaliam a medida como positiva. O resultado aumentou a pressão interna por uma possível revisão da política.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o impacto fiscal da eventual retirada da cobrança seria limitado. Segundo ela, a arrecadação gerada pela taxa foi de cerca de R$ 2 bilhões no último ano, valor considerado administrável dentro do orçamento federal.
“Com ou sem essa taxa, não há grande impacto nas contas públicas”, declarou a ministra na segunda-feira (30). Ela destacou ainda que o tema deve ser discutido no Congresso Nacional e que, até o momento, não houve debate formal dentro do governo ou da Junta de Execução Orçamentária.
Apesar do impacto relativamente baixo nas contas públicas, a cobrança tem forte repercussão entre a população, principalmente entre consumidores de menor renda, que utilizam plataformas internacionais para compras mais acessíveis.
O cenário fiscal atual, segundo Tebet, é mais favorável do que no período em que a medida foi implementada. Ela ressaltou que a arrecadação federal tem crescido mesmo sem aumento de impostos, influenciada, em parte, pelo contexto econômico internacional.
Criada com o objetivo de aumentar a arrecadação e reduzir a concorrência com o varejo nacional, a taxação de compras internacionais de até US$ 50 passou a ser alvo de críticas desde sua implementação. Enquanto setores do comércio e da indústria defendem a manutenção da medida para proteger empregos e empresas brasileiras, a rejeição popular segue elevada.
Diante desse cenário, a “taxa das blusinhas” deixa de ser apenas uma questão tributária e passa a ter peso político. Em ano eleitoral, a tendência é que decisões desse tipo considerem não só o equilíbrio das contas públicas, mas também os impactos diretos na percepção do eleitorado.
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