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Haddad mantém defesa da 'taxa das blusinhas': "Eu não mudei de opinião"

POR Marcos Paulo | 02/06/2026
Haddad mantém defesa da 'taxa das blusinhas':
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Em pré-campanha ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que continua defendendo a cobrança de imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida como “taxa das blusinhas” e que foi revogada neste ano.

 

Em entrevista à BBC News Brasil, Haddad disse que não mudou de opinião sobre o tema e voltou a argumentar que a cobrança era necessária para garantir concorrência justa entre o comércio físico e as plataformas internacionais.

 

“Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual”, afirmou.

 

O petista também destacou que os estados continuam cobrando ICMS sobre essas compras e criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível adversário na eleição de 2026.

 

“Os governadores estão cobrando taxa de blusinha e ninguém vai perguntar para o Tarcísio se ele é contra ou a favor do ICMS que ele está cobrando”, declarou.

 

A defesa da medida ocorre poucos dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em entrevista à TV Brasil, que Haddad sempre demonstrou convicção de que a taxação ajudaria a proteger a indústria nacional.

 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a cobrança teria contribuído para a preservação de cerca de 135 mil empregos enquanto esteve em vigor.

 

Disputa em São Paulo

 

Haddad já intensifica agendas pelo interior paulista, visitando municípios e universidades, embora o período oficial de campanha ainda não tenha começado. O objetivo é fortalecer sua imagem para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

 

Pesquisa divulgada pela Quaest no fim de abril aponta vantagem de Tarcísio de Freitas em um eventual confronto eleitoral. Dependendo do cenário analisado, o atual governador aparece com até 38% das intenções de voto, enquanto Haddad registra até 26%.

 

O ex-ministro afirmou ainda que a definição do candidato a vice deve ocorrer até meados de junho.

 

Futuro do PT após Lula

 

Durante a entrevista, Haddad também comentou o processo de sucessão dentro do PT, diante da possibilidade de 2026 ser a última eleição presidencial disputada por Lula.

 

Questionado sobre a possibilidade de assumir o protagonismo da legenda no futuro, o petista evitou cravar qualquer cenário.

 

“Tem muita coisa para acontecer no Brasil”, disse.

 

Ainda assim, defendeu a realização de uma prévia interna para definir futuras candidaturas presidenciais do partido.

 

“Eu acredito que, se tivesse uma prévia no PT, poderia ser um negócio muito bonito”, afirmou.

 

Haddad foi candidato à Presidência da República em 2018, quando substituiu Lula na disputa e acabou derrotado por Jair Bolsonaro.

 

 

 

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