O INSS suspendeu nesta terça-feira, 17 de março, a liberação de novos empréstimos consignados do banco C6 após identificar irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral da União. Segundo o órgão, a medida seguirá em vigor até que os valores cobrados indevidamente sejam devolvidos aos segurados com a devida correção.
De acordo com o instituto, ao menos 320 mil contratos apresentam indícios de cobrança de custos extras, como seguros e pacotes de serviços, o que teria reduzido o valor líquido efetivamente recebido pelos beneficiários. O INSS afirma que esse tipo de prática é proibido nas operações de crédito consignado por comprometer a margem consignável e a renda de aposentados e pensionistas.
A apuração aponta que o banco deverá devolver cerca de R$ 300 milhões aos segurados. Para o INSS, a situação foi classificada como de elevada gravidade justamente por envolver encargos que não podem ser incluídos nesse tipo de operação.
Em nota, o C6 declarou que discorda integralmente da interpretação do INSS e informou que vai buscar o direito de defesa na Justiça. O banco sustenta que não praticou irregularidades, que seguiu as normas em vigor e que a contratação do consignado não era condicionada à aquisição de outros produtos. A instituição também afirmou que não desconta parcelas mensais ligadas a pacote de benefícios.
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17/03/2026
INSS amplia até junho prazo para contestar descontos indevidos em benefícios
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