Debora Saraiva, sobrevivente de violência doméstica, fundou o instituto para auxiliar outras mulheres. (Divulgação/Instagram deboramsaraiva)
Mulheres vítimas de violência doméstica em todo o país podem contar com atendimento psicológico e jurídico gratuito por meio do Instituto Florescer. Criada em 2024, a iniciativa atua com acolhimento humanizado, atendimentos on-line e uma rede multidisciplinar de voluntários, com base no Rio de Janeiro e alcance nacional.
O Instituto foi idealizado para atender mulheres que, além de vivenciarem situações de violência, enfrentam dificuldades emocionais, falta de informação sobre seus direitos e ausência de suporte contínuo após a denúncia. O atendimento é realizado de forma segura, sigilosa e sem julgamentos, respeitando o tempo e a realidade de cada mulher.
“Muitas mulheres chegam completamente fragilizadas emocionalmente, sem saber por onde começar ou como buscar ajuda”, explica a fundadora e presidente do Instituto, Debora Saraiva.
O Instituto Florescer oferece uma rede de apoio formada por profissionais voluntários de diferentes áreas. Entre os serviços disponibilizados estão:
Atendimento psicológico
Acompanhamento terapêutico contínuo
Orientação e apoio jurídico
Apoio nutricional
Acompanhamento social
Encaminhamentos para a rede de proteção
Os atendimentos são realizados de forma on-line em todo o Brasil e presencialmente no Rio de Janeiro, em parceria com uma clínica que também atende crianças com transtorno do espectro autista. A parceria não envolve repasse financeiro ao Instituto.
Além das mulheres, o Instituto também oferece acolhimento a crianças que sofreram violência direta ou que foram expostas a ambientes domésticos violentos. Segundo a fundadora, o impacto emocional nesses casos é profundo e muitas vezes negligenciado.
“Essas crianças também são vítimas e carregam marcas emocionais que precisam ser cuidadas”, destaca Debora. O acompanhamento busca minimizar danos emocionais e fortalecer vínculos familiares em ambientes seguros.
A equipe do Instituto Florescer é composta por psicólogos, terapeutas, advogados, assistentes sociais, dois estagiários de serviço social e mais de 30 voluntários. Um dos diferenciais da iniciativa é que algumas mulheres que já passaram pelo atendimento hoje atuam como voluntárias no acolhimento de novas vítimas.
“É uma rede viva de apoio, onde mulheres ajudam outras mulheres a reconstruírem suas vidas”, afirma a fundadora.
Atualmente, o Instituto não recebe recursos públicos ou privados e é mantido por parcerias solidárias e investimento pessoal da própria presidente.
Entre os projetos futuros do Instituto Florescer estão a criação de cursos profissionalizantes, aulas de defesa pessoal e ações voltadas à autonomia financeira e à segurança das mulheres atendidas.“Acolher vai além de ouvir. É garantir direitos, fortalecer e oferecer caminhos reais para a reconstrução da vida”, resume Debora Saraiva.
Mulheres que necessitam de apoio psicológico ou jurídico, assim como profissionais interessados em atuar como voluntários, podem obter mais informações por meio dos canais oficiais do Instituto Florescer no Instagram: @institutoflorescermulher.
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