Levantamento da AtlasIntel aponta que 72% dos jovens lideram rejeição ao governo Lula

POR Marcos Paulo | 09/04/2026
Levantamento da AtlasIntel aponta que 72% dos jovens lideram rejeição ao governo Lula
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Uma pesquisa da AtlasIntel realizada em março revelou que o governo Lula (PT) enfrenta maior rejeição entre os jovens de 16 a 24 anos. De acordo com o levantamento, 72% desse público desaprovam a atual gestão, índice mais alto entre todas as faixas etárias analisadas.

 

O estudo foi conduzido entre os dias 18 e 23 de março e ouviu mais de 5 mil eleitores, com idades entre 16 e 100 anos. Entre os mais jovens, 65,2% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 16,4% consideram a gestão regular. Apenas 18,4% avaliam a administração como boa ou ótima.

 

Em contraste, a maior aprovação aparece entre pessoas de 45 a 59 anos, grupo em que quase 60% dos entrevistados avaliam positivamente o governo.

 

Mesmo com a implementação de políticas voltadas à juventude — como o programa Pé-de-Meia — e iniciativas históricas como Fies e Prouni, os números indicam um distanciamento desse público em relação ao governo federal.

 

Para compreender esse cenário, o Jornal Opção ouviu o cientista político e doutorando pela Universidade de Brasília (UnB), José Paulo Ferreira. Segundo ele, há um movimento geracional em curso, com jovens demonstrando maior inclinação à centro-direita. Ele destaca que, enquanto gerações mais antigas mantêm maior identificação com pautas de esquerda, a chamada geração Z tem apresentado comportamento político diferente.

 

O especialista aponta fatores econômicos e sociais como determinantes para essa mudança. Entre eles, a frustração com expectativas de melhoria na qualidade de vida e a percepção de que a recuperação econômica não ocorreu como esperado. Ele também menciona que parte dessa avaliação é influenciada pela memória recente, que inclui períodos de instabilidade econômica desde governos anteriores.

 

Outro ponto levantado é o alcance limitado de algumas políticas públicas. Segundo o cientista, medidas mais segmentadas acabam impactando apenas parte da população, como trabalhadores formais, sem atingir jovens inseridos na informalidade.

 

A segurança pública também aparece como fator relevante. A sensação de insegurança e o medo da criminalidade influenciam a percepção sobre o governo. Além disso, episódios recentes envolvendo suspeitas e investigações contribuem para o aumento da desconfiança institucional.

 

No campo da comunicação, o especialista destaca a influência das redes sociais. Ele avalia que, embora haja esforços por parte da esquerda para ampliar sua presença digital, ainda existe uma diferença na velocidade e no alcance da comunicação em comparação com setores mais à direita.

 

Por fim, o analista ressalta que políticas educacionais, embora importantes, têm impacto restrito na avaliação geral do governo. Para ele, ampliar o alcance das ações voltadas à juventude e aprimorar a comunicação digital são desafios centrais para melhorar a percepção desse público.

 

 

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