(Foto: Presidência da República)
O empresário Luciano Hang, dono da Havan e conhecido pelo posicionamento à direita, criticou a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Em tom de deboche, ele defendeu que o Congresso aprove logo a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.
A declaração foi feita na quarta-feira (27), após a Câmara dos Deputados aprovar o texto da proposta, que agora segue para análise do Senado.
Segundo Hang, caso a mudança seja aprovada, o impacto nos custos da Havan pode variar entre 15% e 20%. Para ele, esse aumento será repassado aos preços dos produtos, o que poderia gerar inflação e prejudicar o próprio trabalhador.
“Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços”, afirmou o empresário.
Hang também criticou leis trabalhistas que, na avaliação dele, dificultam a organização das empresas. Um dos pontos citados foi a regra da CLT que garante às mulheres ao menos uma folga em um domingo a cada 15 dias. O direito existe desde 1943 e foi ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023.
A crítica, no entanto, não é consenso no setor. A FecomercioSP avalia que o problema não está relacionado ao gênero, mas à complexidade de organizar diferentes escalas previstas em negociações coletivas.
Já Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, rebateu a fala de Hang e afirmou que é inviável imaginar o comércio sem a contratação de mulheres, especialmente em funções como caixa, atendimento e vendas.
Atualmente, a Havan possui 191 lojas e mais de 25 mil funcionários. No próximo sábado (30), a rede deve inaugurar sua 192ª unidade, em Taquara, no Rio Grande do Sul. A empresa projeta encerrar o ano com mais de 200 lojas e faturamento bruto de cerca de R$ 22 bilhões.
Hang também afirmou que viajará ao Paraguai entre os dias 29 de junho e 1º de julho para avaliar oportunidades de internacionalização da Havan. Segundo ele, a visita ocorre diante do movimento de empresas brasileiras que têm buscado o país vizinho atraídas por incentivos fiscais e menores encargos trabalhistas.
Com informações Mais Goiás.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.