O pastor Silas Malafaia e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protagonizaram um embate público após declarações da parlamentar sobre a possível participação de igrejas e lideranças religiosas em um esquema de fraude contra aposentados do INSS, investigado por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
A polêmica começou após entrevista concedida por Damares ao SBT News, no último domingo (11), quando a senadora afirmou que a CPMI do INSS identificou indícios de envolvimento de igrejas e líderes religiosos em fraudes que teriam causado prejuízos a aposentados e pensionistas. Segundo ela, a situação gera “tristeza” e “desconforto”, além de haver pressão política e lobby para evitar o aprofundamento das investigações, sob o argumento de preservar a imagem de grandes instituições religiosas.
A declaração provocou reação imediata de Silas Malafaia, que passou a criticar a senadora nas redes sociais. Em vídeo, o pastor acusou Damares de fazer denúncias sem apresentar provas e exigiu que ela tornasse públicos os nomes das igrejas e lideranças supostamente envolvidas. Para Malafaia, caso não houvesse comprovação, a fala da senadora seria irresponsável.
Após os ataques, Damares Alves divulgou uma nota oficial afirmando que suas declarações se baseiam em informações já discutidas dentro da CPMI do INSS. Segundo a parlamentar, os dados são públicos, constam em requerimentos aprovados pela comissão e têm origem em documentos oficiais. Ela lembrou ainda que foi autora do pedido de criação da CPMI, instalada em 2025, e atua como membro titular desde o início dos trabalhos.
Na nota, a senadora citou requerimentos que envolvem igrejas e líderes religiosos, incluindo pedidos de quebra de sigilo e convocações para depoimento. Entre as instituições mencionadas estão a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church e a Igreja Evangélica Campo de Anatote. Também foram citados líderes religiosos, com base em Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e informações da Receita Federal, que apontariam indícios de irregularidades.
Mesmo após a divulgação da nota, Malafaia voltou a se manifestar. Em nova publicação, afirmou que a senadora teria se contradito ao divulgar a lista de requerimentos e argumentou que apenas um dos nomes citados poderia ser considerado, segundo ele, uma grande liderança religiosa. O pastor também criticou o uso do plural nas declarações da parlamentar, alegando que isso generalizaria acusações contra a igreja evangélica.
A CPMI do INSS investiga um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários e o possível uso de entidades e organizações para viabilizar os desvios. As apurações incluem análise de movimentações financeiras, contratos e a atuação de intermediários.
Apesar das críticas, Damares Alves reiterou que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos causa profundo desconforto, mas afirmou que a comissão tem o dever constitucional de apurar todos os indícios, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.
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