Foto: Divulgação
A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, reconheceu problemas técnicos que afetaram anúncios e publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, negou que suas plataformas tenham sido utilizadas para beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.
A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira (12), após a campanha de Lula recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que restrições nas redes sociais teriam prejudicado a divulgação de conteúdos eleitorais. A coligação também informou ter acionado a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Segundo a Meta, os sistemas responsáveis pela distribuição de publicações não seguem critérios ideológicos e as mesmas regras são aplicadas a todos os candidatos.
Entre os problemas apontados pela campanha está uma falha na contagem de visualizações dos Reels do Instagram, registrada na quarta-feira (7), entre 15h50 e 20h49. Durante esse período, os números poderiam aparecer zerados ou permanecer sem atualização.
A empresa afirmou que a instabilidade atingiu usuários de mais de 100 países e não comprometeu a distribuição dos vídeos. Segundo a plataforma, as publicações do perfil oficial de Lula tiveram, naquele dia, alcance superior ao padrão recente da própria conta.
A campanha petista, porém, sustenta que os problemas ocorrem desde dezembro de 2025. Entre as reclamações estão supostas restrições nas buscas do Instagram, a desativação de uma conta publicitária durante o primeiro turno e dificuldades para impulsionar conteúdos no dia 9 de outubro.
Diante das denúncias, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou, no sábado (10), que a Meta apresentasse esclarecimentos em até 48 horas, além de preservar registros de moderação, informações sobre anúncios e métricas das publicações.
A representação também menciona uma suposta rede de 255 perfis que utilizaria inteligência artificial para divulgar ataques contra Lula e a primeira-dama Janja. Segundo a coligação, esses conteúdos teriam acumulado aproximadamente 58 milhões de visualizações.
O TSE solicitou informações sobre a identificação dessas contas e eventuais providências adotadas pela empresa.
Em sua resposta, a Meta pediu mais 48 horas para concluir o levantamento de registros internos relacionados aos perfis oficiais do presidente.
Após a apresentação das informações, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral deverão se manifestar, cada uma no prazo de 24 horas. Somente depois dessas etapas está prevista a análise do pedido de urgência.
Até o momento, a Meta reconhece a existência de falhas técnicas, mas nega qualquer favorecimento político. As suspeitas apresentadas pela campanha de Lula ainda dependem de apuração pela Justiça Eleitoral.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.