Moradora admite à Polícia Civil que mentiu sobre suposto vídeo do espancamento do cão Orelha

POR Marcos Paulo | 10/02/2026
Moradora admite à Polícia Civil que mentiu sobre suposto vídeo do espancamento do cão Orelha
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Uma moradora confessou à Polícia Civil que mentiu ao afirmar, em uma publicação nas redes sociais, que existia um suposto vídeo do espancamento do cão comunitário Orelha. Na postagem, ela dizia que um porteiro teria registrado as agressões e que, depois, teria sido coagido por parentes de adolescentes envolvidos no caso.

 

Em depoimento obtido pelo programa Fantástico, a mulher afirmou que nunca teve acesso a qualquer gravação e que se baseou em informações repassadas por outra pessoa em um grupo de mensagens. Segundo ela, a intenção inicial não era causar grande repercussão, mas a situação tomou proporções inesperadas.

 

“Partiu de mim o post, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto. Quando percebi que estava viralizando e começaram a falar de represálias às crianças, achei que isso não era certo”, declarou.

 

Questionada pela polícia, a moradora admitiu que “pecou” ao acreditar no relato de terceiros. Ela explicou que outra participante do grupo afirmou que o porteiro teria filmado adolescentes indo atrás dos cachorros e que, posteriormente, o pai de um dos menores teria ido até o local para pressioná-lo a apagar a publicação. “Eu não deveria ter acreditado nela”, reconheceu.

 

Caso Orelha

 

O cão comunitário Orelha foi vítima de maus-tratos e morreu na madrugada do dia 4 de janeiro, no bairro Praia Brava, em Florianópolis (SC). Conforme laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça.

 

O cachorro chegou a ser resgatado por moradores no dia seguinte e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.

 

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação na última terça-feira (3/2). No inquérito, foi solicitada a internação de um dos adolescentes suspeitos e três adultos foram indiciados por coação a testemunha. Ao todo, quatro adolescentes foram representados no caso.

 

Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Durante a apuração, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados. Para identificar os responsáveis, os investigadores analisaram mais de mil horas de imagens de 14 equipamentos de monitoramento instalados na região.

 

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