O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei. O líder argentino tem previsão de participar de um evento do Partido Liberal (PL) no Brasil no próximo sábado (25).
A decisão ocorre após Moraes endurecer as regras da prisão domiciliar de Bolsonaro. Na última sexta-feira (17), o ministro determinou a suspensão, por 30 dias, de visitas que não sejam de advogados, médicos ou fisioterapeutas.
Com isso, Milei também não poderá visitar o ex-presidente durante esse período. Além disso, Moraes manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, apesar de o parlamentar estar habilitado no processo como advogado.
Na decisão, o ministro afirmou que, "salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias".
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar em Brasília, onde reside com a esposa, Michelle Bolsonaro, uma filha e uma enteada. As pessoas que moram na residência não são atingidas pelas restrições impostas pelo STF.
O endurecimento das medidas ocorreu após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou que a leitura pública de uma carta de Bolsonaro, feita pelo filho e pré-candidato à Presidência, durante um evento no último dia 11, violou as condições estabelecidas para a prisão domiciliar.
Ao justificar a decisão, Moraes afirmou que os benefícios concedidos ao ex-presidente "não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais".
Após a nova determinação, Flávio Bolsonaro criticou a medida nas redes sociais, classificando-a como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel" e afirmando que a decisão representa uma tentativa de interferir nas eleições de 2026.
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