"Morreria por uma causa justa", diz mulher atingida por raio durante ato de Nikolas Ferreira

POR Marcos Paulo | 29/01/2026
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Por volta das 10h30 do último domingo (25), sob chuva intensa em Brasília, as amigas Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, e Maria Eli Silva, de 58, deixaram o hotel onde estavam hospedadas e seguiram para a Praça do Cruzeiro. No local, participavam de uma caminhada com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) quando foram atingidas por um raio que caiu durante o evento.

 

O incidente deixou 89 pessoas feridas, sendo 47 encaminhadas para unidades de pronto-atendimento. Maria Eli apresentou o quadro mais grave e segue internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga (DF). Já Lúcia sofreu ferimentos leves, recebeu atendimento médico e foi liberada.

 

Segundo Lúcia, a viagem a Brasília foi motivada após Maria Eli lhe enviar um vídeo do deputado. “Na idade que a gente está, a gente não pode passar vontade”, contou. Amigas há cerca de 40 anos, elas costumam viajar juntas pelo país. Lúcia mora em Olímpia (SP) e Maria Eli em Jacareí (SP).

 

A viagem começou na quinta-feira (22), quando Maria Eli deixou Jacareí após comemorar o aniversário com os filhos. Ela seguiu para São Paulo e depois para Olímpia, onde encontrou Lúcia. As duas partiram de carro no mesmo dia. Durante o trajeto, colocaram uma bandeira do Brasil no veículo com a frase “Fechado com Bolsonaro” e criaram um perfil em rede social para registrar a viagem. Devido ao cansaço, pararam para dormir em Cristalina (GO) e chegaram a Brasília no sábado.

 

No momento do incidente, já na praça, Lúcia relatou ter ouvido um estrondo forte e desmaiado. Ao recobrar a consciência, disse que pensou inicialmente se tratar de um atentado. Em seguida, viu pessoas levando Maria Eli para debaixo de uma tenda. A amiga apresentava dores intensas pelo corpo, descritas como sensação de queimação, além de queimaduras no pescoço e em parte do seio.

 

As duas foram levadas de ambulância ao Hospital Regional da Asa Norte. Posteriormente, Maria Eli foi transferida para o Hospital Santa Marta, onde permanece internada na UTI. Em um dos atendimentos, recebeu morfina para controle da dor e, segundo Lúcia, vem apresentando melhora clínica.

 

Ao comentar o risco de morte no episódio, Lúcia fez uma declaração que repercutiu nas redes sociais: “Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”, afirmou.

 

Lúcia disse que se identifica com as pautas defendidas por Nikolas Ferreira, a quem considera “uma pessoa honesta”, e afirmou acreditar que o país deve ser conduzido por representantes que façam bom uso dos recursos públicos. Ela também fez críticas ao governo do presidente Lula.

 

Segundo Lúcia, o sentimento de patriotismo antecede a atual conjuntura política. Em 2017, percorreu o Caminho de Santiago de Compostela por 33 dias carregando a bandeira do Brasil. Costuma usar acessórios nas cores verde e amarela e se identifica politicamente com a direita, embora diga manter uma postura crítica.

 

Ela afirmou que não participou dos atos de 8 de janeiro, apesar de ter cogitado ir a Brasília na ocasião, e ressaltou que não costuma frequentar manifestações com frequência. Para Lúcia, “o voto deve ser baseado no trabalho e na atuação do candidato, e não apenas na imagem pública”.

 

 

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