Mulheres pretas e pardas da classe C representam o maior grupo consumidor de livros no Brasil, segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e realizada pela Nielsen BookData. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (26).
De acordo com os dados, esse público corresponde a 15% das pessoas que compraram ao menos um livro nos últimos 12 meses. No cenário geral, as mulheres lideram o consumo, sendo responsáveis por 61% dos compradores. Metade desse grupo é formada por mulheres pretas e pardas. Considerando todos os perfis, independentemente de gênero ou classe social, pessoas pretas e pardas representam 49% dos consumidores de livros no país.
A coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData, Mariana Bueno, destaca que os resultados ajudam a direcionar melhor as estratégias do setor, mas também revelam desafios. Entre eles, está o baixo engajamento do público masculino na leitura.
O estudo também aponta crescimento no consumo de livros em 2025. Nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em outubro do ano passado, 18% dos entrevistados afirmaram ter comprado pelo menos um livro — um aumento de 2% em relação a 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos leitores. Entre jovens de 18 a 34 anos, o avanço foi ainda maior, com alta de 3,4%.
Entre os fatores que impulsionaram esse crescimento estão a popularização dos livros de colorir e o sucesso da literatura jovem, conhecida como Young Adult. Em 2025, cerca de 11 milhões de pessoas compraram ao menos um livro de colorir, o equivalente a 7,1% da população adulta e 40% do público consumidor.
Para a presidente da CBL, Sevani Matos, os números reforçam a relevância do livro no país e indicam potencial de expansão do mercado editorial. Segundo ela, o avanço é resultado da atuação conjunta de editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura.
O levantamento também mostra mudanças no comportamento de compra. Mais da metade dos consumidores (53%) adquiriu seu último livro pela internet, enquanto 56% afirmam comprar por meio das redes sociais — com destaque para mulheres de 25 a 54 anos, que representam 26% desse público.
Além disso, 70% dos leitores acompanham lançamentos por sites de compras (34%), indicações de pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%). Apesar do crescimento digital, as livrarias físicas seguem relevantes: 53% dos entrevistados as veem como espaços de relaxamento, e 46% as associam à conexão com cultura e conhecimento.
A pesquisa ouviu 16 mil pessoas maiores de 18 anos em todas as regiões do país, entre os dias 13 e 19 de outubro de 2025. A margem de erro é de 0,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.
27/03/2026
Jovem é dada como morta, reage durante velório e caso levanta suspeita de negligência no RJ
Família afirma que mulher abriu os olhos e tossiu na capela; caso aconteceu em Angra dos Reis e será levado à Justiça
27/03/2026
Sexo entre amigos cresce e já foi vivido por 69% das mulheres
Levantamento aponta aumento da amizade colorida e destaca impacto nas relações atuais