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Paciente tetraplégico volta a andar após tratamento experimental brasileiro

POR Redação | 22/02/2026
Paciente tetraplégico volta a andar após tratamento experimental brasileiro

Divulgação

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Um encontro entre duas histórias marcadas pela tetraplegia chamou a atenção nas redes sociais. A ex-ginasta Lais Souza conheceu Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente a receber polilaminina em caso de lesão medular aguda — e que voltou a andar após o tratamento experimental brasileiro.

 

Bruno sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018. Ele teve fraturas na coluna nas regiões C6 e T8. Na altura de C6, a lesão medular foi classificada como completa, o que resultou em diagnóstico de tetraplegia.

 

Menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, proteína desenvolvida no Brasil e atualmente em fase 1 de testes pela Anvisa. Segundo relato compartilhado por Lais, ele se tornou o primeiro ser humano no mundo a receber a substância em uma lesão medular aguda.

 

Três semanas depois do procedimento, surgiu o primeiro sinal de recuperação: um movimento voluntário do dedão do pé. A partir desse marco, Bruno passou por dois anos de reabilitação intensiva e diária, com evolução progressiva.

 

Hoje, ele afirma estar no auge da recuperação funcional, com independência total e apenas sequelas residuais.

 

Durante o encontro, divulgado em vídeo nas redes sociais, Bruno aparece empurrando a cadeira de rodas de Lais Souza, que ficou tetraplégica em 2014 após um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos.

 

Ciência brasileira em evidência

A polilaminina foi desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A proteína é extraída da placenta e tem sido estudada como alternativa para estimular a regeneração medular.

 

Segundo Lais, casos como o de Bruno colocam o Brasil no centro do debate internacional sobre tratamentos para lesões na medula espinhal.

 

Alertas sobre golpes

A ex-ginasta também fez dois alertas importantes. Ela informou que a pesquisadora responsável pela descoberta não possui redes sociais e reforçou que a polilaminina não está sendo comercializada.

 

De acordo com a publicação, há relatos de pessoas tentando aplicar golpes usando o nome do tratamento. A orientação é buscar apenas os canais oficiais de comunicação, incluindo o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa.

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