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A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou o primeiro acordo de colaboração premiada relacionado às investigações do Banco Master. O delator é João Carlos Mansur, fundador e ex-dono da gestora Reag Investimentos, investigada por operações financeiras relacionadas ao banco comandado por Daniel Vorcaro.
A colaboração foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de decidir pela homologação, Mendonça deverá realizar uma audiência com Mansur para verificar se o acordo foi firmado de maneira voluntária e se atende aos requisitos legais.
Segundo informações confirmadas pela CNN Brasil e pela Folha de S.Paulo, Mansur apresentou provas e novos detalhes sobre fatos atribuídos a Daniel Vorcaro. O material entregue à PGR reúne 17 anexos, com informações sobre operações financeiras e a movimentação de recursos investigados no caso Master.
A colaboração não contou com a participação da Polícia Federal. Mansur chegou anteriormente a iniciar tratativas com a corporação e assinou um termo de confidencialidade, mas as negociações não avançaram. Posteriormente, o empresário fechou o acordo diretamente com a PGR.
A Reag aparece nas investigações por ter administrado fundos que, segundo as apurações, teriam sido utilizados em operações relacionadas ao Banco Master. Em janeiro deste ano, a instituição foi liquidada pelo Banco Central, que apontou comprometimento de sua situação econômico-financeira e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Mansur já negou publicamente irregularidades na atuação da empresa.
A homologação pelo STF não significará que as declarações de Mansur foram comprovadas. A colaboração permitirá que as informações e provas apresentadas sejam incorporadas às investigações, mas os fatos narrados pelo delator ainda precisarão ser confirmados por outros elementos de prova.
O acordo representa um novo problema para Daniel Vorcaro. Tentativas anteriores do ex-controlador do Master de negociar sua própria colaboração premiada não avançaram, enquanto a PGR avaliou que Mansur apresentou informações novas e consideradas relevantes para a investigação.
Alexandre de Moraes: até a manhã desta quinta-feira (3), os anexos da colaboração não haviam sido divulgados publicamente e não há confirmação de que Alexandre de Moraes seja citado na delação de Mansur. Portanto, neste momento, não é possível relacionar o conteúdo do acordo às mensagens entre Vorcaro e o ministro do STF.
Paralelamente, o Supremo continua discutindo o destino do relatório da Polícia Federal que aponta os contatos entre Vorcaro e Moraes. Segundo a Folha, André Mendonça deve encaminhar o processo para julgamento, enquanto o plenário terá de decidir tanto sobre a validade dos atos adotados pelo relator quanto sobre uma eventual investigação formal envolvendo Moraes. Até agora, essa decisão ainda não foi tomada.
*Fontes: CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Poder360 e R7, com informações atribuídas à Procuradoria-Geral da República e ao andamento do caso no STF.
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