Planalto reage à derrota no Senado e tenta identificar votos contrários à indicação de Messias ao STF

POR Marcos Paulo | 30/04/2026
Planalto reage à derrota no Senado e tenta identificar votos contrários à indicação de Messias ao STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O

O Palácio do Planalto iniciou uma articulação interna após a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida na quarta-feira (29). O nome do advogado-geral da União foi barrado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultado que frustrou a expectativa do governo.

 

Nos bastidores, a derrota gerou desconforto entre aliados. Como a votação é secreta, integrantes da base governista passaram a tentar identificar possíveis dissidências e mapear quais senadores votaram contra a indicação. A estratégia visa recalibrar a relação com o Congresso Nacional.

 

De acordo com informações publicadas pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Jorge Messias logo após o resultado para avaliar os fatores que levaram à rejeição e discutir os próximos passos. Também participaram do encontro ministros e lideranças do governo no Congresso.

 

Entre as medidas analisadas pelo Planalto está a possibilidade de revisão de indicações políticas ligadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocupam cargos no governo federal.

 

Apesar da derrota, o governo afirma respeitar a decisão do Senado. Ainda assim, integrantes da base cobram esclarecimentos sobre os motivos da rejeição.

 

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que uma nova indicação ao STF deve ser feita apenas após o período eleitoral.

 

Histórico e articulação frustrada

 

Jorge Messias foi o terceiro indicado de Lula ao STF neste mandato. Os nomes anteriores tiveram aprovação, embora com redução no número de votos favoráveis em comparação a indicações passadas.

 

Antes da votação, o governo intensificou a articulação política. Messias se reuniu com dezenas de senadores, inclusive da oposição, e havia sinalizações de apoio suficientes para garantir a aprovação.

 

Além disso, o Planalto acelerou a liberação de emendas parlamentares. Somente em abril, foram empenhados cerca de R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões destinados a senadores.

 

Mesmo com o esforço, o resultado no plenário não correspondeu às expectativas e acabou sendo considerado uma derrota histórica. Esta foi a primeira vez, em mais de um século, que uma indicação presidencial ao STF foi rejeitada pelo Senado.

 

Repercussão

 

O resultado surpreendeu integrantes do próprio governo, que esperavam uma margem confortável de aprovação. Já na oposição, a votação gerou críticas e ironias sobre a articulação política do Executivo.

 

Com informações de Metrópoles.

 

Ciclo Notícias

Ciclo Notícias

Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.

COMPARTILHE:

INSCREVA-SE

Cadastre seu e-mail e fique por dentro de todas as notícias do Brasil e do mundo com publicações realizadas pelos melhores jornalistas do Brasil. A plataforma inteligente do Ciclo Notícias oferece o melhor do conteúdo jornalístico exclusivo para você.

ENVIAR
Obrigado por se inscrever em nosso site. Aguarde novidades!
Ciclo Notcias
ACOMPANHE AS NOSSAS REDES