Policiais são afastados após sindicato afirmar que alunos foram obrigados a fazerem flexões em escola

POR Marcos Paulo | 04/03/2026
Policiais são afastados após sindicato afirmar que alunos foram obrigados a fazerem flexões em escola
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Quatro policiais militares foram afastados de uma escola cívico-militar em Brasília após uma denúncia de que alunos teriam sido obrigados a fazer flexões no pátio como punição. O caso ocorreu na última quarta-feira (25) no Centro Educacional (CED) 01, localizado na região administrativa do Itapoã.

 

A situação ganhou repercussão depois que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal relatou que estudantes teriam sido punidos por estarem usando casacos e calças em cores não permitidas pelo regulamento da instituição. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra dezenas de adolescentes realizando flexões enquanto seguem os movimentos demonstrados por um policial militar.

 

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que determinou a substituição imediata dos quatro policiais envolvidos ainda no dia do episódio. A corporação também abriu uma investigação para apurar os fatos e avaliar possíveis medidas administrativas.

 

Segundo a PM, a instituição não compactua com práticas que possam ser interpretadas como constrangedoras ou inadequadas ao ambiente escolar.

 

A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que houve um “equívoco na condução” da situação e também autorizou a substituição dos militares. A pasta ressaltou que nenhum estudante será prejudicado por eventual ausência de uniforme adequado.

 

Em comunicado, a secretaria reforçou ainda o compromisso com os princípios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal, destacando a importância de garantir um ambiente escolar seguro e respeitoso.

 

Após a repercussão do caso, a direção do colégio contestou a versão apresentada pelo sindicato. Em vídeo publicado nas redes sociais, a diretora da unidade afirmou que os alunos não foram obrigados a fazer flexões e que a atividade fez parte de um procedimento comum na rotina da escola.

 

De acordo com a gestora, estudantes que chegam atrasados ou sem uniforme participam de momentos de “formação”. Na ocasião, alguns alunos teriam inclusive desafiado colegas e policiais a realizarem mais flexões do que as dez inicialmente propostas.

 

O afastamento dos policiais também gerou reação entre familiares dos estudantes. Um grupo de pais se reuniu no colégio no sábado (28) e criticou a decisão, afirmando que não houve punição nem obrigação para que os alunos participassem da atividade.

 

O episódio começou a ganhar maior repercussão após a denúncia do Sindicato dos Professores, que classificou a situação como inaceitável e informou que pretende encaminhar um ofício ao Ministério Público do Distrito Federal para apuração do caso.

 

A entidade afirmou ainda que continuará se posicionando contra a militarização de escolas.

 

O CED 01 do Itapoã passou a integrar o modelo de escola cívico-militar em 2019. Desde então, a Polícia Militar do Distrito Federal atua no apoio às atividades disciplinares da instituição.

 

 

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