Foto: Reprodução
Manifestantes realizaram um protesto na manhã deste domingo (1º) na avenida Paulista, em São Paulo, em defesa de Orelha, o cão comunitário morto após ser brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis. Com cartazes e gritos de ordem como “assassinos”, “covardes” e “crime hediondo”, o grupo pediu justiça pelo animal e punição aos responsáveis.
O ato teve início por volta das 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e ocupou cerca de duas quadras da avenida. Muitos participantes levaram seus animais de estimação, reforçando o apelo pela causa animal e destacando que os pets não têm voz para se defender.
Além de cobrar responsabilização, os manifestantes também defenderam mudanças na legislação, como a redução da maioridade penal em casos de crimes graves. O caso é investigado pela polícia e envolve adolescentes suspeitos de participação no ataque ocorrido no dia 4 de janeiro. Devido à idade, eles não respondem criminalmente, mas por atos infracionais análogos a crimes.
O deputado federal e delegado Bruno Lima (PP-SP), um dos organizadores do protesto, afirmou que o episódio deve servir de impulso para o avanço de políticas públicas mais rígidas voltadas à proteção animal. Segundo ele, a mobilização popular é fundamental para pressionar o Congresso por mudanças na legislação.
A defesa de parte dos investigados divulgou nota pedindo cautela na divulgação de informações, alegando que não há imagens que comprovem o momento exato do suposto ato de maus-tratos e mencionando o que chamou de exposição excessiva das famílias envolvidas.
Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, foi encontrado gravemente ferido por moradores e levado para atendimento veterinário. Devido à gravidade das lesões, ele foi submetido à eutanásia no dia seguinte. O caso teve repercussão nacional e motivou manifestações em diversas cidades brasileiras, como Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Rio de Janeiro, Salvador e a própria Florianópolis.
A investigação segue em andamento e é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Animal e pelo Departamento de Investigação Criminal, com acompanhamento do Ministério Público de Santa Catarina. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, incluindo a coleta de celulares, e solicitada a realização de laudo de corpo de delito do animal.
No Brasil, maus-tratos contra cães e gatos é crime. A Lei Sansão, sancionada em 2020, prevê pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa e proibição da guarda, podendo ser aumentada se o crime resultar na morte do animal.
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