Reprodução / Redes sociais
A polêmica envolvendo uma suposta receita médica com a prescrição de “3h de buceta” terminou com o desligamento de duas estagiárias em Alagoinha, município do Agreste de Pernambuco. O documento viralizou nas redes sociais nas últimas semanas e chegou a ser atribuído a uma unidade básica de saúde da cidade.
Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde abriu uma sindicância para investigar a origem da imagem e apurar possíveis irregularidades envolvendo o uso do carimbo de uma profissional da rede pública.
Segundo o resultado do procedimento interno, o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem sem conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo nome aparecia no carimbo da suposta receita.
De acordo com a secretaria, as envolvidas afirmaram que o conteúdo foi produzido em tom de brincadeira. Ainda conforme a apuração, uma delas teria divulgado a imagem nas redes sociais, o que impulsionou a viralização do caso.
A pasta informou que o documento não possui validade técnica nem administrativa, já que continha apenas um carimbo profissional sem assinatura que comprovasse autenticidade ou responsabilidade sobre o conteúdo.
Antes da conclusão da sindicância, a Secretaria de Saúde já havia informado que existiam indícios de uso indevido da identificação profissional e possível adulteração do material divulgado na internet.
A investigação interna também analisou suspeitas de falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de identificação profissional.
Segundo a secretaria, não foram encontrados elementos que indicassem participação ou autorização da técnica de enfermagem citada no carimbo. Após a conclusão da apuração, a profissional foi reintegrada às funções.
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