O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi confirmado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial. O parlamentar ganhou projeção nacional nos últimos meses ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, função que o colocou no centro das discussões sobre as investigações conduzidas pelo Congresso.
A escolha de Gaspar também sinaliza que a campanha pretende explorar politicamente os desdobramentos da CPMI, especialmente os indícios de ligação entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Antes da definição da chapa presidencial, Alfredo Gaspar se preparava para disputar uma vaga no Senado por Alagoas. A expectativa era que a visibilidade conquistada durante a CPMI fortalecesse sua candidatura no estado.
O relatório elaborado pelo deputado, porém, foi rejeitado pelos integrantes da comissão. No documento, ele defendia o indiciamento de Lulinha, pedia a prisão preventiva de investigados e sugeria mais de 200 indiciamentos envolvendo empresários, operadores financeiros e agentes públicos.
Poucas horas antes de ser anunciado como vice de Flávio Bolsonaro, Gaspar ainda havia publicado nas redes sociais uma mensagem confirmando sua pré-candidatura ao Senado.
"Sou candidato ao Senado com a mesma coragem, determinação e compromisso que marcaram toda a minha vida. Obrigado pela confiança. Nossa caminhada está apenas começando. Vamos juntos!", escreveu.
Alfredo Gaspar havia sido lançado como pré-candidato ao Senado ao lado do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. Na ocasião, os partidos divulgaram nota conjunta afirmando que manteriam atuação política alinhada.
Nos bastidores, analistas políticos avaliavam que o crescimento de Gaspar, impulsionado pela repercussão da CPMI do INSS, poderia alterar o cenário eleitoral em Alagoas, especialmente entre eleitores identificados com o bolsonarismo.
Antes de ingressar na política, Alfredo Gaspar construiu carreira de 24 anos no Ministério Público de Alagoas. Formado em Direito em 1993 e especialista em Direito Público desde 1999, também atuou como professor universitário por mais de dez anos.
Em 1996, tornou-se promotor de Justiça e passou por promotorias em Maravilha, Palmeira dos Índios e Maceió. Em 2016, foi eleito procurador-geral de Justiça de Alagoas, sendo reconduzido ao cargo por mais dois mandatos consecutivos. Em 2020, deixou a instituição para disputar cargos eletivos.
Entre os casos de maior repercussão de sua carreira está a investigação do assassinato da então deputada federal Ceci Cunha, ocorrido em 1998, em Maceió. As apurações apontaram que o crime foi encomendado pelo suplente Talvane Albuquerque Neto, que acabou condenado a mais de 100 anos de prisão.
Gaspar também participou das investigações sobre uma série de homicídios de pessoas em situação de rua registrados em Maceió entre 2010 e 2012. Inicialmente atribuídos a grupos de extermínio, os crimes foram relacionados, segundo as investigações, a dívidas com o tráfico de drogas.
Além da atuação no Ministério Público, comandou a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em dois períodos: entre 2015 e 2016 e novamente entre 2021 e 2022. Também presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) e integrou conselhos estaduais ligados às áreas de segurança pública e direitos humanos.
Em 2020, Alfredo Gaspar disputou a Prefeitura de Maceió. No segundo turno, foi derrotado por JHC, após receber 156.704 votos, o equivalente a 41,36% dos votos válidos.
Dois anos depois, foi eleito deputado federal com 102.039 votos, tornando-se o segundo candidato mais votado de Alagoas, atrás apenas de Arthur Lira.
Agora, deixa de lado a disputa pelo Senado para integrar a chapa presidencial do PL como candidato a vice-presidente.
Com informações de Mais Goiás.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.
06/08/2026
Show de Leonardo no Acre vira alvo de críticas por figurino das bailarinas
Look usado durante apresentação chamou atenção nas redes sociais e dividiu opiniões entre elogios e críticas.