Richarlison volta a afirmar que perdeu mansão de R$ 10 milhões e cita Flávio Bolsonaro

POR Marcos Paulo | 06/07/2026
Richarlison volta a afirmar que perdeu mansão de R$ 10 milhões e cita Flávio Bolsonaro
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O atacante Richarlison voltou a comentar publicamente a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis (RJ). Neste sábado (4), o jogador do Tottenham compartilhou nos stories do Instagram um vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que mostrava imagens aéreas do imóvel.

 

Ao repostar a publicação, o atacante escreveu: "Lugar bonito né? Pois é. Me tomaram", marcando o perfil do parlamentar. A manifestação acontece poucos dias após Richarlison voltar a falar sobre o caso nas redes sociais.

 

Em outro comentário publicado no Instagram, o jogador afirmou que investiu cerca de R$ 10 milhões na compra da propriedade, mas diz que perdeu o imóvel e ainda não recebeu o valor pago.

 

"Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana", escreveu.

 

A declaração foi feita em uma publicação da advogada imobiliária Ana Paula Zantut, que utilizou o caso para explicar a diferença entre posse e propriedade de um imóvel, ponto central da disputa judicial.

Entenda o caso

 

A controvérsia envolve a compra da mansão por uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Embora a aquisição tenha sido realizada formalmente, outra empresa alegou possuir direitos possessórios sobre o imóvel por ocupar a área antes da venda.

 

Com isso, a discussão passou a girar em torno da diferença entre a propriedade — direito registrado em cartório — e a posse, que corresponde ao exercício da ocupação do bem.

 

Enquanto a empresa ligada ao atacante sustentou que adquiriu legalmente a propriedade, a empresa adversária defendeu que detinha direitos possessórios anteriores, dando origem ao processo.

 

Participação de Flávio Bolsonaro

 

Embora tenha sido citado durante a ação, o senador Flávio Bolsonaro não integrou o processo como parte. Segundo reportagem publicada pelo Metrópoles em 2022, ele foi indicado como testemunha pelos advogados de Richarlison.

 

O parlamentar visitou a mansão antes da conclusão da negociação e, posteriormente, retornou ao imóvel acompanhado do advogado Willer Tomaz, um dos principais envolvidos na disputa pela posse da propriedade.

 

STJ manteve decisão

 

Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão favorável à empresa ligada a Willer Tomaz.

 

Na decisão, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, afirmou que o recurso apresentado pela empresa de Richarlison exigiria uma reavaliação das provas e dos contratos já analisados pelas instâncias anteriores, o que não é permitido nesse tipo de recurso.

 

Com isso, o STJ manteve o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária, encerrando a discussão na Corte.

 

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