O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que, apesar de receberem salários muito superiores aos da maioria dos brasileiros, magistrados também precisam controlar os gastos e se preocupar com as contas no fim do mês.
Segundo Mendonça, a remuneração de um juiz proporciona uma “condição média” de vida e não é suficiente para alguém enriquecer apenas exercendo a função.
“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, declarou.
O ministro reconheceu que os magistrados estão em uma situação privilegiada em comparação à maior parte da população brasileira, mas afirmou que a carreira não proporciona uma “vida nababesca” e que a categoria também precisa se preocupar com as despesas mensais.
A declaração ocorreu durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira (21), na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
De acordo com dados do Portal da Transparência do STF citados na reportagem, entre janeiro e julho deste ano, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça variaram de R$ 18.881,92, em abril e maio, a R$ 43.028,21, em janeiro. No período, foram R$ 182.029,10, o equivalente a uma média mensal de aproximadamente R$ 26 mil.
Ainda durante o evento, conforme publicado pelo Estadão, Mendonça comentou sobre o peso da função no Supremo. O ministro afirmou que seus dois primeiros anos na Corte foram “períodos de muita infelicidade” e que atualmente vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”.
André Mendonça integra o STF desde dezembro de 2021, após ser indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, é relator de investigações de grande repercussão, entre elas as que envolvem o Banco Master e os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
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