Um servidor da Polícia Federal está sendo investigado após ameaçar dois homens em um espetinho localizado em Samambaia, no Distrito Federal, na noite de sexta-feira (13/2). Segundo as vítimas, o agente teria feito ofensas homofóbicas e apontado uma arma de fogo durante a abordagem.
De acordo com o relato, o servidor, identificado como Diego de Abreu Souza Borges, estava no estabelecimento consumindo bebida alcoólica quando começou a insistir em perguntas aos dois amigos. Em determinado momento, teria questionado: “Vocês são um casal?”. Um dos homens afirmou que tentou encerrar o assunto de forma descontraída, dizendo que não eram e que o outro seria seu “filho”, para evitar conflito.
Ainda conforme o depoimento, o agente respondeu com nova provocação: “Como é para você ter um filho gay?”.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito retorna e se aproxima das vítimas com uma arma em punho. Segundo uma das vítimas, ele apontou a pistola e ordenou que se virasse de costas e colocasse as mãos na cabeça. Durante a situação, ao ouvir que a polícia seria acionada, o servidor teria afirmado: “Pode chamar, pois eu sou a polícia”.
A Polícia Militar do Distrito Federal foi chamada e realizou a abordagem no local. O servidor portava uma pistola calibre 9 mm com 13 munições intactas e foi encaminhado à 26ª Delegacia de Polícia. Em depoimento, ele alegou que apenas exibiu a arma, sem direcioná-la às vítimas.
O agente foi autuado em flagrante por injúria racial, teve a arma apreendida e as vítimas formalizaram representação por injúria e ameaça.
No domingo (15/2), após audiência de custódia, a Justiça determinou a suspensão da posse de arma. O servidor foi liberado e o caso segue sob investigação.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.
20/02/2026
INSS amplia até junho prazo para contestar descontos indevidos em benefícios
Aposentados e pensionistas têm mais 90 dias para pedir ressarcimento sem precisar recorrer à Justiça