A técnica de radiologia que denunciou ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante um exame no Hospital DF Star, em Brasília, foi afastada de suas funções por recomendação médica. A informação foi confirmada pela unidade de saúde na terça-feira (5).
Em nota, o hospital informou que a profissional está sob cuidados de seu médico particular e ressaltou que tem adotado todas as providências necessárias para colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com o relato da técnica, a agressão teria ocorrido na última quinta-feira (30), durante a realização de uma angiotomografia de tórax e coronárias. O boletim de ocorrência foi registrado no mesmo dia, e o hospital abriu uma apuração administrativa interna.
A profissional afirmou que era responsável por conduzir o senador Magno Malta até a sala de exames e iniciar os procedimentos, incluindo a administração de contraste. Durante o processo, o equipamento interrompeu automaticamente a injeção após identificar uma obstrução.
Ao verificar a situação, foi constatado o extravasamento do líquido no braço do paciente. No momento em que explicou a necessidade de compressão no local, o senador teria reagido de forma agressiva.
Segundo a denúncia, Magno Malta se levantou do aparelho e, ao se aproximar para prestar assistência, a técnica teria sido atingida com um tapa no rosto, além de sofrer ofensas verbais. As acusações foram negadas pelo parlamentar.
Entidades que representam profissionais da saúde no Distrito Federal acompanharam o caso e se posicionaram.
O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem do DF (Sindate-DF) afirmou que aguarda a apuração dos fatos, mas destacou que repudia qualquer tipo de agressão contra trabalhadores da saúde, caso a denúncia seja confirmada.
Já o Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF), por meio do Setorial de Mulheres, adotou um tom mais crítico e classificou a situação como grave, cobrando providências das autoridades competentes.
Magno Malta utilizou as redes sociais para negar as acusações. Em vídeo, afirmou que nunca agrediu ninguém e classificou a denúncia como falsa.
A defesa do senador também divulgou nota informando que ele estava sob forte efeito de medicação no momento do exame, com a cognição comprometida. Segundo a equipe jurídica, a reação ocorreu em decorrência do desconforto físico, e não direcionada à profissional.
O senador havia sido hospitalizado após passar mal enquanto se deslocava para o Congresso Nacional.
O caso segue em investigação pelas autoridades.
Com informações de Metrópoles.
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