Vereador do PT é preso em operação contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC em São Paulo

POR Marcos Paulo | 25/06/2026
Vereador do PT é preso em operação contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC em São Paulo

Instagram/ Reprodução

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O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. Ele é investigado por suspeita de atuar como "dono oculto" da empresa de transporte coletivo Transunião e de participar de um esquema de lavagem de dinheiro em benefício da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, Senival ocupa atualmente os cargos de primeiro-secretário da Mesa Diretora e presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica. Segundo as investigações, essa posição lhe dava influência sobre o mesmo setor em que a Transunião atua.

 

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, o vereador seria uma das principais lideranças do esquema de lavagem de dinheiro. Mensagens obtidas durante as investigações indicam que decisões empresariais e movimentações financeiras dependiam de sua autorização. Nas conversas, ele era identificado pelos codinomes "presidente", "véio", "velhinho" e "vereador".

 

A Operação Última Parada teve origem em uma investigação iniciada em 2020, após o assassinato de Adauto Soares, então presidente da Transunião. Durante as apurações, as autoridades reuniram provas de que a empresa estaria sendo utilizada para movimentar recursos ligados ao PCC.

 

Segundo os investigadores, somente em 2025 a Transunião recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte público da capital paulista.

 

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. As autoridades afirmam ter identificado um núcleo paralelo responsável por comandar a empresa e realizar repasses financeiros para integrantes da organização criminosa.

 

Procurada, a assessoria do vereador não respondeu aos contatos da imprensa até a publicação desta matéria.

 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, que aguarda a notificação da decisão judicial para avaliar as medidas cabíveis. Enquanto isso, a operação da Transunião segue normalmente, com os ônibus circulando nas linhas sob responsabilidade da empresa.

 

Com informações de Metrópoles.

 

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