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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que vê com bons olhos uma possível aliança entre o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o governador mineiro Romeu Zema (Novo) já no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. A declaração foi dada em entrevista à coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
“Gosto da ideia, mas não sei a profundidade do que eles já tenham conversado”, afirmou Simões ao comentar a aproximação entre os dois pré-candidatos.
Na avaliação do governador mineiro, existe espaço para o surgimento de uma candidatura de terceira via que represente alternativa à polarização nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como um dos principais nomes da direita para a próxima disputa presidencial.
“Acho que vai haver abertura para um terceiro nome de toda forma. É uma questão de desenhar a maneira de isso ocorrer com os nomes certos”, declarou.
A aproximação entre Caiado e Zema ganhou força após uma reunião realizada na terça-feira (26), em São Paulo. O encontro aconteceu no apartamento onde Caiado passou a morar na capital paulista e teve como principal pauta a construção de uma possível chapa conjunta para a Presidência da República.
Aliados dos dois grupos avaliam que os governadores possuem discursos alinhados nas áreas de economia, segurança pública e gestão administrativa, além de carregarem índices positivos de aprovação em seus estados.
Apesar do avanço das conversas, a principal dificuldade nas negociações continua sendo a definição de quem encabeçaria a chapa presidencial. Nem Caiado nem Zema demonstram disposição, neste momento, para abrir mão da candidatura ao Palácio do Planalto para ocupar a vice.
Horas após o encontro, Zema comentou publicamente a possibilidade de composição com o goiano, mas evitou qualquer definição. Ao ser questionado sobre a hipótese de ser vice de Caiado, respondeu em tom descontraído perguntando se o contrário também não poderia acontecer.
O governador mineiro ressaltou ainda que as articulações políticas estão apenas começando e que uma definição deve ocorrer somente próximo ao prazo final das convenções partidárias.
“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas”, afirmou.
Nos bastidores, integrantes do PSD e do Novo enxergam a possível união entre Caiado e Zema como uma tentativa de consolidar uma candidatura competitiva fora da polarização tradicional da política nacional.
Com informações de Mais Goiás.
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