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Com a chegada das férias de fim de ano e das festas de Natal e Réveillon, aumenta o risco de acidentes domésticos envolvendo crianças. Em 2024, quase 500 crianças e adolescentes de até 19 anos morreram em acidentes domésticos no Brasil, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Entre as principais causas estão problemas respiratórios acidentais, afogamentos, choques elétricos, quedas e queimaduras.
A pediatra cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Paula Pires de Souza, explica que o aumento dessas ocorrências está relacionado à mudança da rotina e maior tempo das crianças em casa ou em ambientes diferentes, como casas de parentes, clubes e piscinas. “O ambiente nem sempre está adaptado para a segurança infantil, e muitas vezes a supervisão diminui durante festas e visitas”, alerta.
Os incidentes mais frequentes incluem quedas, afogamentos, queimaduras, intoxicações e cortes. A recomendação é adaptar o ambiente e garantir supervisão ativa, especialmente próximo à água e produtos perigosos. Antes de qualquer festa ou visita, pais e responsáveis devem identificar riscos como escadas, janelas baixas, piscinas sem cercas, fios soltos, tapetes escorregadios e objetos cortantes ou tóxicos ao alcance das crianças.
A supervisão deve ser constante. A piscina precisa estar cercada e com portão trancado. Baldes, tanques, caixas d’água e banheiras cheias também devem ser mantidos fora do alcance de crianças pequenas.
Em caso de acidente, proteja a criança, mantenha a calma e avalie rapidamente. Para quedas graves, chame o SAMU (192) se houver inconsciencia, dificuldade para respirar ou deformidades. Em queimaduras, resfrie a área com água corrente por 15 a 20 minutos e cubra levemente com pano limpo. Para cortes, aplique pressão direta com pano limpo, evitando produtos caseiros que podem agravar a situação.
Segundo Dra. Paula, a supervisão ativa é essencial: o adulto deve estar fisicamente próximo da criança, atento e pronto para intervir imediatamente. “Acidentes não são apenas questão de sorte; geralmente, resultam de ambiente pouco seguro e supervisão insuficiente. Com atenção adequada, é possível reduzir significativamente os riscos”, reforça.
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