Foto: FreePik
O uso das chamadas canetas emagrecedoras, cada vez mais popular no Brasil, acendeu um alerta entre médicos sobre possíveis interferências na ação de anticoncepcionais e outros medicamentos de uso oral. O principal ponto de atenção não é a perda da eficácia, mas o atraso no início do efeito desses remédios.
Medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, atuam aumentando a sensação de saciedade e reduzindo a fome. Esse efeito ocorre porque essas substâncias fazem o organismo “acreditar” que acabou de se alimentar, o que desacelera o esvaziamento do estômago.
Com o estômago funcionando de forma mais lenta, comprimidos ingeridos por via oral permanecem mais tempo no trato gastrointestinal antes de serem absorvidos. Isso pode retardar o início da ação de medicamentos como anticoncepcionais, analgésicos e anticoagulantes.
De acordo com especialistas, o impacto é mais relevante em remédios que precisam de ação rápida. Em tratamentos contínuos, como antidepressivos e medicamentos para pressão arterial, o efeito tende a ser menor, já que o organismo ainda está sob influência da dose anterior.
As evidências mais consistentes aparecem em estudos com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Pesquisas indicaram redução do pico de concentração de medicamentos usados como modelo, além de atraso no início do efeito. Já no caso da semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, os dados disponíveis ainda não apontam impacto clinicamente significativo.
Em relação aos anticoncepcionais orais, especialistas alertam que o atraso inicial na absorção pode reduzir a segurança do método, especialmente em mulheres com maior fertilidade. O risco tende a ser maior nas primeiras semanas de uso das canetas e durante o ajuste de dose.
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia recomenda que mulheres que utilizam tirzepatida optem por métodos contraceptivos que não dependam da absorção intestinal, como DIU, implantes, adesivos ou métodos de barreira.
Outro fator de risco são efeitos colaterais comuns no início do tratamento, como vômitos e diarreia, que também podem comprometer a eficácia de pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos ingeridos por via oral.
Além disso, a perda de peso pode aumentar indiretamente a fertilidade, especialmente em mulheres com obesidade ou síndrome dos ovários policísticos, elevando o risco de uma gravidez não planejada.
Especialistas reforçam que ainda não há dados conclusivos sobre o uso dessas substâncias durante a gestação. Estudos em animais indicam possíveis riscos ao feto, e a orientação é suspender o medicamento imediatamente em caso de gravidez, sempre com acompanhamento médico.
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