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Sintomas como rouquidão, dificuldade para engolir, feridas na boca que não cicatrizam e o surgimento de um caroço no pescoço costumam ser associados a problemas passageiros. Quando persistem por mais de 60 dias, porém, esses sinais devem ser investigados por um profissional de saúde, segundo alerta do cirurgião de cabeça e pescoço e cooperado da Unimed Goiânia, Dr. Alexandre Roberti.
A preocupação ganha dimensão diante das estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O Brasil deve registrar mais de 42 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano no triênio de 2026 a 2028. Considerando os tumores de cavidade oral, laringe e tireoide, a projeção ultrapassa 126 mil diagnósticos no período.
Entre os sintomas que merecem atenção estão feridas na cavidade oral que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir e nódulos no pescoço que apresentam crescimento progressivo.
O especialista explica que a persistência desses sinais por mais de dois meses é considerada um alerta e recomenda que o paciente procure avaliação médica.
Um dos principais obstáculos no combate à doença é a demora para buscar atendimento. Segundo estimativas do INCA citadas pelo especialista, oito em cada dez pacientes recebem o diagnóstico quando o câncer já está em estágio avançado.
Nessas situações, o tratamento tende a ser mais complexo e as chances de cura podem ser reduzidas. Por isso, identificar alterações suspeitas e buscar atendimento o quanto antes pode fazer diferença no tratamento.
Quando descobertos nas fases iniciais, os tumores podem apresentar índices de cura superiores a 90%, além de possibilitar tratamentos menos agressivos e com menor impacto na qualidade de vida.
O desenvolvimento dos cânceres de cabeça e pescoço está relacionado a diferentes fatores. Entre os principais estão o consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a infecção pelo HPV.
O alerta inclui tanto o cigarro convencional quanto os dispositivos eletrônicos. A presença do HPV também tem sido associada ao aumento dos casos de câncer de orofaringe, ampliando o perfil de pessoas que podem desenvolver a doença.
De acordo com as estimativas do INCA, os cânceres de cavidade oral e orofaringe são mais frequentes entre os homens, que concentram a maior parte dos novos diagnósticos anuais no país.
Além de observar sintomas persistentes, o acompanhamento periódico com profissionais de saúde é apontado como uma medida importante para prevenção e identificação precoce de diferentes doenças.
O especialista orienta que mulheres mantenham consultas periódicas com o ginecologista e homens com mais de 40 anos façam acompanhamento com urologista. Já diante de sintomas como rouquidão prolongada, dificuldade para engolir, feridas persistentes na boca ou nódulos no pescoço, a recomendação é buscar avaliação com um clínico geral, otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço.
A orientação médica reforça que alterações persistentes não devem ser ignoradas e precisam ser avaliadas individualmente por um profissional.
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