Policial

PF envia ao STF mensagens que citam Toffoli em investigação sobre Banco Master

POR Marcos Paulo | 12/02/2026
PF envia ao STF mensagens que citam Toffoli em investigação sobre Banco Master
M

Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master passaram a mencionar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. As referências aparecem em conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel.

 

De acordo com informações já encaminhadas ao Supremo, os diálogos tratam de valores que seriam destinados à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio. No passado, a empresa teve participação no Resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que esteve ligado a familiares do ministro. Posteriormente, a Maridt vendeu parte da participação a um grupo relacionado a Vorcaro.

 

O conteúdo integra relatório enviado pela PF ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. A corporação não solicitou a suspeição de Toffoli, mas pediu que a Corte avalie a situação do ministro como relator do caso, diante das menções encontradas nos aparelhos apreendidos.

 

Segundo fontes, não há troca direta de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. O nome do ministro surge em conversas entre terceiros, especialmente entre Vorcaro e Zettel, que possuem vínculos societários com fundos e empresas que, em algum momento, mantiveram relação com o empreendimento hoteleiro.

 

Até o momento, a Polícia Federal não aponta a existência de crime envolvendo o magistrado. A investigação segue concentrada na atuação de Daniel Vorcaro e de pessoas próximas a ele em operações financeiras sob suspeita.

 

Após a divulgação do conteúdo, a defesa de Vorcaro divulgou nota em que demonstra preocupação com o que chamou de “vazamento seletivo” de informações, afirmando que há risco de criação de narrativas distorcidas e defendendo que o caso seja conduzido com isenção e respeito ao devido processo legal.

 

Em nota, o ministro Dias Toffoli esclareceu que a Maridt é uma empresa familiar, constituída como sociedade anônima de capital fechado, devidamente registrada e com declarações anuais entregues à Receita Federal. Segundo ele, tanto as declarações da empresa quanto as de seus acionistas sempre foram aprovadas.

Toffoli afirma que integra o quadro societário da empresa, administrada por parentes, e destaca que a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados participem de sociedades e recebam dividendos, vedando apenas a atuação em atos de gestão.

 

A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A saída ocorreu por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em fevereiro de 2025. Segundo o ministro, todas as transações foram realizadas a valor de mercado e devidamente declaradas à Receita Federal.

 

O ministro também ressaltou que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a ele em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia mais parte do grupo Tayayá. Toffoli afirmou ainda que desconhece o gestor do Fundo Arllen, que não possui relação de amizade com Daniel Vorcaro e que jamais recebeu qualquer valor do banqueiro ou de Fabiano Zettel.

 

Agora, caberá ao presidente do STF analisar o relatório encaminhado pela Polícia Federal e decidir quais medidas poderão ser adotadas no andamento do processo.

 

Ciclo Notícias

Ciclo Notícias

Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.

COMPARTILHE:

INSCREVA-SE

Cadastre seu e-mail e fique por dentro de todas as notícias do Brasil e do mundo com publicações realizadas pelos melhores jornalistas do Brasil. A plataforma inteligente do Ciclo Notícias oferece o melhor do conteúdo jornalístico exclusivo para você.

ENVIAR
Obrigado por se inscrever em nosso site. Aguarde novidades!
Ciclo Notcias
ACOMPANHE AS NOSSAS REDES