Will Rosa / Alego
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) voltou a registrar recorde no número de servidores comissionados. Dados da folha de pagamento de abril mostram que a Casa alcançou 5.874 funcionários em cargos de livre nomeação, após a admissão de 376 novos comissionados no período. O custo mensal dessa categoria chegou a R$ 36,8 milhões, além de R$ 5,9 milhões pagos em auxílios.
Do total de comissionados, 4.379 estão lotados diretamente nos gabinetes dos deputados estaduais. Os demais atuam em departamentos, comissões, frentes parlamentares e outros setores administrativos da Assembleia. Em março, a Alego possuía 5.775 comissionados, o que representa um aumento de 99 servidores em apenas um mês. A diferença entre admissões e o crescimento efetivo é explicada pelas exonerações e novas nomeações ocorridas no período.
A folha geral da Assembleia atingiu R$ 56,4 milhões em abril. Os 447 servidores efetivos custaram R$ 8,8 milhões, enquanto os salários dos deputados somaram R$ 1,8 milhão.
O crescimento do quadro de comissionados tem sido constante desde o início da gestão do presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB). Em janeiro de 2023, a Alego contava com 3.711 servidores nessa modalidade. Ao longo dos últimos anos, foram ampliados os limites de contratação para os gabinetes parlamentares. Inicialmente, cada deputado podia nomear até 58 assessores. O número foi elevado para 95 e, posteriormente, para 120 servidores por parlamentar.
O novo recorde ocorre a poucos meses das eleições, período em que grande parte dos deputados pretende disputar a reeleição ou buscar uma vaga na Câmara dos Deputados. Bruno Peixoto, inclusive, é pré-candidato a deputado federal.
Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo apontou que a Alego possui a maior proporção de comissionados por parlamentar do país, com 143 servidores para cada um dos 41 deputados estaduais. O índice supera o registrado em assembleias como as de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.
Segundo o diretor financeiro da Alego, Edilson Bezerra da Silva, a quantidade de comissionados é resultado das decisões dos próprios parlamentares, que possuem autonomia para realizar contratações dentro dos limites estabelecidos pela legislação interna. Ele também afirmou que o custo da folha permanece abaixo dos limites de alerta previstos em relação à receita corrente líquida do Estado.
Outro ponto destacado é a dificuldade para identificar, de forma sistematizada, quais servidores estão vinculados a cada gabinete. Atualmente, essa informação só pode ser consultada individualmente nos contracheques disponíveis no Portal da Transparência. A Assembleia informou que trabalha em atualizações do sistema, mas ainda não há previsão para a implantação de um filtro específico que facilite a consulta.
Com informações de O Popular.
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