Os deputados estaduais de Goiás passarão a ter sessões ordinárias concentradas em apenas dois dias da semana durante o período eleitoral. Até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, as reuniões regulares da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) serão realizadas às terças e quartas-feiras. As sessões de quinta-feira ficam suspensas.
A mudança foi aprovada pelo plenário na terça-feira (25), por meio do requerimento nº 912/26, apresentado pelo deputado Amilton Filho (MDB). Foram 19 votos favoráveis e quatro contrários.
Segundo a justificativa apresentada, a alteração busca adequar o funcionamento da Casa ao período de campanha eleitoral, já que parte dos deputados disputa a reeleição ou participa de atividades políticas fora de Goiânia.
O formato das sessões continuará híbrido. Dessa forma, os parlamentares poderão participar tanto presencialmente quanto por videoconferência.
Apesar da redução das sessões ordinárias, a Alego poderá realizar reuniões extraordinárias para votar projetos considerados necessários ou acelerar a análise de matérias em tramitação. A Mesa Diretora também poderá ampliar os horários das sessões de terça e quarta-feira.
A mudança ocorre após uma sessão realizada em uma quinta-feira ser encerrada antecipadamente por falta de quórum. Na ocasião, apenas 18 deputados haviam registrado participação, enquanto eram necessários pelo menos 21 para a continuidade dos trabalhos.
A sessão durou aproximadamente 16 minutos antes de ser encerrada. O episódio passou a integrar as discussões sobre o funcionamento da Assembleia durante a campanha eleitoral.
Entre as matérias que devem demandar atenção dos deputados está a Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por estabelecer a previsão de receitas e despesas do Estado para o próximo ano. A expectativa é que a proposta seja encaminhada à Alego até o fim de setembro.
A redução das sessões ordinárias não foi aprovada por unanimidade. Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT), Clécio Alves (PSDB) e Delegado Eduardo Prado (PL) votaram contra a medida.
Entre as críticas apresentadas está a possibilidade de diminuição do espaço para debates presenciais entre os deputados e para o acompanhamento das atividades legislativas pela população.
A decisão ocorre cerca de duas semanas depois de o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), afirmar que parlamentares que deixassem de participar das sessões durante a campanha eleitoral poderiam ter descontos no salário. Na ocasião, Peixoto defendeu a manutenção do formato híbrido como alternativa para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos.
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