Letícia em fotos enviadas para a família Foto: Arquivo pessoal/Frederico Alves Oliveria
A brasileira Letícia Alves de Oliveira, natural de Goiânia, foi encontrada morta em uma área de floresta no Canadá após passar cerca de dois anos desaparecida. A identificação do corpo foi confirmada por meio de exame de DNA realizado por autoridades canadenses.
A informação foi divulgada pela família depois que o irmão da vítima, Frederico Alves de Oliveira, recebeu a confirmação oficial. Segundo ele, o cruzamento genético entre o material coletado e amostras de DNA de Letícia confirmou a identidade da brasileira. As informações são do G1.
O corpo havia sido localizado em abril de 2024 por caçadores em uma região de floresta na província de Quebec, de acordo com informações da organização Unidentified Human Remains Canada, dedicada à identificação de restos humanos não reconhecidos.
No momento em que foi encontrada, Letícia usava roupas adequadas para o frio intenso, como gorro, casaco de inverno, calça jeans, meias de lã e botas. A autópsia apontou como causa provável da morte a hipotermia ambiental.
A confirmação da identidade, porém, só chegou à família na quinta-feira (26), quando as autoridades comunicaram o resultado do exame genético. Até o momento, não há definição sobre o translado do corpo para o Brasil.
Letícia estava no exterior quando desapareceu. Segundo familiares, a última conversa ocorreu pelas redes sociais em 2023. Na época, ela estava nos Estados Unidos.
Formada em Química pela Universidade Federal de Goiás e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Letícia tinha planos de continuar os estudos e concluir o doutorado.
De acordo com o irmão, ela também havia iniciado um processo para obter visto americano em um escritório de advocacia em Boston naquele mesmo ano.
Frederico contou ainda que a amostra de DNA utilizada na identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos durante um período em que Letícia ficou detida entre janeiro e abril de 2024.
A família também percebeu que as redes sociais da brasileira foram sendo apagadas gradualmente, até que a conta no Facebook foi excluída no início de 2024.
Letícia deixa uma filha, hoje com 12 anos, com quem mantinha contato por telefone enquanto estava no exterior.
O irmão afirmou que os anos desde o desaparecimento foram marcados por angústia e criticou a condução do caso pelas autoridades, afirmando que a família tentou obter ajuda durante todo esse período.
Nos últimos anos antes do desaparecimento, Letícia havia interrompido temporariamente os estudos no ITA para se dedicar a atividades religiosas, participando de trabalhos missionários e de colportagem.
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