Ilustrativa/Canva
Um estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (13) aponta que, a cada R$ 1 aplicado em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornam à economia brasileira. A pesquisa foi encomendada pelo Ministério da Cultura e analisou os impactos econômicos, sociais e distributivos do principal mecanismo de incentivo à cultura do país.
O levantamento mostra uma forte expansão no número de projetos apoiados. Entre 2022 e 2024, os projetos passaram de cerca de 2.600 para mais de 14 mil por ano. Apenas em 2024, foram executados 4.939 projetos, que resultaram na abertura de aproximadamente 230 mil vagas de trabalho, com custo médio de R$ 12,3 mil por vaga.
A pesquisa avaliou dados como equipamentos locados, profissionais contratados, fornecedores pagos e materiais utilizados. Desde a criação da lei, em 1993, mais de R$ 60 bilhões foram investidos, em valores nominais. Em 2024, a maior parte dos projetos foi proposta por empresas, que representaram 86,7% dos proponentes.
Segundo o estudo, 76,72% dos projetos captaram até R$ 1 milhão, enquanto 21,70% levantaram até R$ 10 milhões. A maior parcela dos recursos foi destinada a custos logísticos, administrativos e equipes técnicas, sendo cerca de um terço voltado ao pagamento de artistas. Ainda de acordo com a FGV, 96,9% dos pagamentos realizados por meio da Rouanet foram inferiores a R$ 25 mil, o que contribui para a distribuição de renda.
No recorte regional, dos R$ 25,7 bilhões movimentados em 2024 pelos mecanismos de incentivo à cultura, o Sudeste concentrou R$ 18 bilhões. A Região Sul captou R$ 4,5 bilhões; o Nordeste, R$ 1,92 bilhão; o Centro-Oeste, cerca de R$ 400 milhões; e o Norte, aproximadamente R$ 360 milhões.
O estudo também identificou captação adicional fora do edital, com mais de R$ 500 milhões obtidos em outras fontes e cerca de R$ 300 milhões em apoios não financeiros. Além disso, houve redução significativa no tempo médio de análise dos projetos, que caiu de mais de 100 dias, em 2022, para 35 dias em 2025.
Entre 2018 e 2024, o crescimento de projetos foi mais intenso nas regiões Nordeste e Norte, ambas com expansão superior a 400%. No Centro-Oeste, o aumento foi de 245,4%, enquanto a Região Sul cresceu 165,1%. O Sudeste, apesar de ter o menor percentual, apresentou o maior crescimento absoluto em número de projetos.
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