Goiás

Cantor Amado Batista é incluído em cadastro do MTE

POR Redação | 08/04/2026
Cantor Amado Batista é incluído em cadastro do MTE

Cozinha improvista de galpão onde estavam alojados trabalhadores e outro cômodo da propriedade com colchões — Foto: Reprodução/MTE

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou nesta semana o cadastro de empregadores associados a condições de trabalho análogas à escravidão e incluiu o nome do cantor Amado Batista. A medida tem como base fiscalizações realizadas em novembro de 2024, em propriedades rurais no município de Goianápolis, em Goiás.

 

De acordo com as informações oficiais, 14 pessoas teriam sido submetidas a condições consideradas inadequadas durante as atividades. A maior parte dos casos foi registrada no Sítio Esperança, onde trabalhadores enfrentariam jornadas prolongadas. Já no Sítio Recanto da Mata, o foco foi a situação de quatro funcionários ligados a uma empresa terceirizada.

 

A defesa do artista contesta os dados divulgados. O advogado Mauricio Carvalho afirmou que não houve qualquer operação de resgate nas propriedades e destacou que todos os trabalhadores permanecem em atividade regular. Ele também informou que as irregularidades identificadas foram solucionadas após a fiscalização.

 

No imóvel destinado ao plantio de milho, que estava arrendado, a responsabilidade pelas contratações era de uma prestadora de serviços. Segundo a defesa, os problemas encontrados estavam relacionados a essa terceirização.

 

Após a inspeção, foi firmado um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), prevendo a regularização das obrigações trabalhistas. Conforme o advogado, os valores devidos foram pagos e a situação foi integralmente resolvida.

 

Já na propriedade voltada à produção de leite, os apontamentos envolveram principalmente melhorias na estrutura oferecida aos trabalhadores, como alojamentos e áreas comuns. A defesa afirma que as adequações foram concluídas.

 

O relatório do MTE, no entanto, descreve condições consideradas precárias no local de trabalho, incluindo ausência de estrutura adequada para descanso e alimentação, além de relatos de jornadas que variavam entre 12 e 18 horas diárias.

 

As fiscalizações ocorreram após denúncia e contaram com apoio da Polícia Civil de Goiás. O processo segue na esfera administrativa, enquanto a defesa busca o encerramento das autuações.

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