Goiás

Cesta básica de Anápolis está entre as mais caras do país

POR Redação | 28/09/2026
Cesta básica de Anápolis está entre as mais caras do país

Divulgação

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Uma família de quatro pessoas precisaria de uma renda mensal de R$ 10.996,66 para conseguir atender adequadamente às despesas básicas em Anápolis. A estimativa é do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Estadual de Goiás (NEPE-UEG), em levantamento divulgado nesta semana.

O valor corresponde a aproximadamente 6,78 salários mínimos, considerando o piso nacional de R$ 1.621. O cálculo inclui gastos considerados essenciais para uma vida digna, entre eles alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Apesar do patamar elevado, houve redução em relação a junho. No mês anterior, a renda mínima estimada para uma família de quatro pessoas em Anápolis era de R$ 11.319,12.

A queda acompanhou a redução no preço da cesta básica. Em julho, os produtos pesquisados custaram R$ 876,07, valor 2,85% menor que os R$ 901,76 registrados em junho.

O recuo, porém, não foi suficiente para reverter a alta acumulada em 12 meses. Na comparação com julho de 2025, a cesta básica ficou 12,92% mais cara.

Entre os itens analisados, o tomate teve a maior redução de preço em julho, com queda de 34,19%. Já o macarrão registrou a maior alta, de 14,83%.

O levantamento considera os preços encontrados em sete supermercados de Anápolis e segue a metodologia utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Anápolis teria a terceira cesta mais cara entre capitais

O custo dos alimentos também coloca Anápolis em uma posição elevada no cenário nacional. De acordo com o NEPE-UEG, se a cidade fizesse parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o valor de julho ocuparia a terceira posição entre as capitais com as cestas mais caras.

Com R$ 876,07, Anápolis ficaria atrás apenas de São Paulo, onde a cesta custou R$ 915,01, e Cuiabá, com R$ 881,27.

O levantamento também mostra o peso desse custo para quem recebe apenas um salário mínimo. Em julho, a compra de uma cesta básica consumiria 58,43% do salário mínimo líquido.

Para um trabalhador com jornada de 44 horas semanais, seriam necessárias 118 horas e 54 minutos de trabalho, ou cerca de 16,2 dias úteis, para pagar somente pelos alimentos considerados na cesta.

A estimativa da renda familiar necessária também considera que a alimentação representa 23,9% dos gastos das famílias de menor renda em Goiás, segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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