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Goiânia registrou uma disparada nos casos confirmados de chikungunya em 2026. Até quinta-feira (20), a capital havia contabilizado 709 casos da doença, número 609% maior que os 100 registrados no mesmo período de 2025.
O avanço também aparece nas notificações de casos suspeitos. Foram 827 registros neste ano, ante 213 no mesmo intervalo do ano passado, crescimento de aproximadamente 288%.
O cenário chama atenção porque o número de confirmações de chikungunya acumulado em 2026 já ultrapassou todo o resultado de 2025. Durante os 12 meses do ano passado, Goiânia teve 163 casos confirmados.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também está relacionado à transmissão da dengue e da zika.
Por isso, a orientação das autoridades de saúde é manter os cuidados mesmo durante o período de estiagem, principalmente para impedir que recipientes acumulem água e se transformem em criadouros.
Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d’água devidamente tampadas, limpar calhas e quintais, retirar recipientes que possam acumular água, fazer a manutenção adequada de piscinas e descartar corretamente o lixo.
O aumento não se limita à chikungunya. Até a semana epidemiológica 32 de 2026, Goiânia havia confirmado 31.207 casos de dengue, contra 26.130 no mesmo período de 2025.
O resultado representa crescimento de 19,4%.
Já em relação à zika, a capital não registrou casos confirmados nos dois anos analisados.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), parte do aumento das notificações está relacionada ao reforço da busca ativa por pacientes e à ampliação do registro de ocorrências pelas unidades de saúde.
Desde fevereiro, agentes de combate às endemias realizaram mais de 1,5 milhão de visitas a imóveis em Goiânia, de acordo com a SMS.
Nesse período, aproximadamente 43 mil focos do mosquito foram eliminados.
As ações também alcançam imóveis fechados e abandonados. As equipes realizam ainda pulverização de inseticidas, nebulização em áreas abertas e aplicação de fumacê em pontos considerados estratégicos.
Goiânia também passou a adotar novas tecnologias no combate ao Aedes aegypti. Nesta terça-feira (25), começaram a ser instaladas armadilhas do modelo In2Care no Residencial Itaipu.
A previsão é distribuir 15 mil equipamentos em quatro regiões da cidade.
A Região Sudoeste receberá 1.344 armadilhas. Outras 2.600 serão destinadas à Região Norte, 2.624 à Região Sul e 3.400 à Região Noroeste.
O sistema funciona atraindo fêmeas do mosquito para um recipiente com água. Ao entrar na armadilha, o inseto tem contato com uma substância que fica aderida ao corpo.
Quando deixa o equipamento, o mosquito pode transportar o material para outros locais de reprodução, ajudando a interromper o ciclo do Aedes.
A tecnologia é utilizada como complemento às medidas tradicionais de controle, como eliminação de criadouros, tratamento de recipientes e aplicação de inseticidas quando há recomendação técnica.
Outra ferramenta também começou a ser instalada na capital. A tecnologia Inestrap teve as primeiras unidades colocadas na Região Leste e deve chegar posteriormente às regiões Campinas-Centro e Oeste.
Ao todo, estão previstas 10 mil unidades do Inestrap nas três regiões.
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