A Comigo afirmou que a estrutura elétrica necessária para colocar em operação a nova unidade de esmagamento de soja, em Palmeiras de Goiás, pode comprometer o início das atividades da planta, prevista para este ano. O alerta foi feito pelo presidente do conselho de administração da cooperativa, Antonio Chavaglia, durante a Tecnoshow Comigo 2026, realizada na segunda-feira (6), em Rio Verde.
Segundo a cooperativa, o investimento na obra chega a cerca de R$ 1,3 bilhão. Apesar do avanço da implantação da indústria, Chavaglia disse que a energia ainda não foi disponibilizada, o que tem gerado preocupação quanto ao cronograma de funcionamento da unidade.
Durante coletiva de imprensa, o dirigente afirmou que a obra da indústria foi iniciada há cerca de um ano, mas que, até o momento, a ligação elétrica não foi concluída. Ele também declarou que a cooperativa já realizou pagamento à concessionária e que o impasse estaria relacionado, entre outros pontos, à necessidade de desapropriação de áreas para passagem da rede.
“Começamos a indústria lá faz um ano, e até hoje a energia não chegou. E vamos começar a rodar daqui a cinco meses. Já pagamos R$ 200 mil para a Equatorial, faz tempo, faz seis ou oito meses”, declarou.
Antonio Chavaglia ressaltou ainda que a parte estrutural da cooperativa já está pronta para receber a operação. Segundo ele, transformadores e demais equipamentos já foram instalados, restando apenas a conclusão de aproximadamente 3 quilômetros de rede elétrica. Ao comentar a situação, ele também pediu apoio do governo de Goiás para ajudar a destravar o processo.
“Então, eu fico preocupado, pois é a maior indústria do estado de Goiás, tem mais de R$ 1,2 bilhão investidos, só na indústria [R$ 1,3 no total]. A nossa parte já está toda instalada, os transformadores, está tudo instalado”, afirmou.
Em nota enviada ao portal Mais Goiás, a Equatorial Goiás informou que o processo de conexão da unidade está dentro do prazo previsto em contrato. A concessionária também afirmou que obras desse porte exigem etapas específicas, como análises técnicas, licenciamentos e autorizações, seguindo a legislação vigente e as normas do setor elétrico.
“A Equatorial Goiás informa que o processo de conexão do cliente citado na reportagem está dentro do prazo do contrato assinado e esclarece que segue rigorosamente todos os procedimentos técnicos e regulatórios estabelecidos para a liberação e execução de obras dessa natureza. A distribuidora reforça que projetos de maior porte demandam etapas específicas, como análises técnicas, licenciamentos e autorizações, que são conduzidas conforme a legislação vigente e normas do setor elétrico”, diz a nota.
A assessoria da Tecnoshow Comigo também foi procurada para dar mais detalhes sobre a previsão de operação da unidade, mas ainda não havia se manifestado até a publicação. A matéria poderá ser atualizada.
Com informações de Mais Goiás.
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